E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI
2º TERMOS (EJA)
DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie
Semana 07/12/20 – Questionário para nota:
Alunos, segue abaixo o link para responder ao questionário de Filosofia com base apenas no texto “Trabalho e Alienação” (procure as respostas neste texto).
Eventuais dúvidas, segue o mesmo e-mail: nathybarchi7@gmail.com
Prazo: até 12/12/20
Questionário:
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Matéria referente as semanas 23/11/20 e 30/11/20
TRABALHO E ALIENAÇÃO
Trabalho: tortura ou emancipação?
Você já parou alguma vez para compreender o que é essencialmente o trabalho e qual é a sua função?
Buscando uma definição mais genérica e contemporânea, podemos dizer que trabalho é toda atividade na qual o ser humano utiliza suas energias para satisfazer uma necessidade ou atingir determinado objetivo, individual ou coletivo.
É interessante ressaltar que, segundo grande parte dos etimologistas, o termo trabalho vem do latim tripalium, nome de um instrumento constituído de três paus e que era utilizado antigamente em diversas tarefas no campo e na cidade, mas que também foi usado para sujeitar e torturar pessoas.
Pensemos agora sobre o papel do trabalho. Para que serve o trabalho? Qual é sua função? Vejamos, a seguir, as características do trabalho positivo ao ser humano (emancipação, humanização) e negativo (tortura):
Humanização pelo trabalho
· Função positivae ideal.
· Emancipação do sujeito.
· Contribuição ao bem comum.
· Ato de criação.
· Realização de nossas potencialidades.
· Torna-se humano, constrói a própria subjetividade.
· Modifica e enriquece a percepção do mundo e de si próprio.
Trabalho enquanto tortura
· Função negativa.
· Enriquecimento de alguns.
· Rotina de produção.
· Instrumento de alienação.
· Submete os trabalhadores a condições degradantes no processo de produção capitalista.
O ser humano produz a si mesmo, mas também se perde de si mesmo
No século XIX, os avanços que resultaram da Revolução Industrial não ocultaram a questão social. A exploração dos operários aparecia explícita em extensas jornadas de trabalho, em péssimas instalações, nos salários baixos, na arregimentação de crianças e mulheres como mão de obra mais barata. Esse estado desencadeou os movimentos socialistas e anarquistas.
Nesse panorama, Karl Marx (1818-1883) reforçou a temática do trabalho como condição de liberdade: é pelo trabalho que o ser humano se confronta com as forças da natureza e, ao mesmo tempo que a modifica, transforma a si mesmo, humaniza-se. Em outras palavras, para Marx os seres humanos produzem a si mesmos por meio do trabalho. O trabalho é, portanto, fonte de humanidade, de humanização.
Por condição humana, nos escritos de Marx, entende-se a situação concreta vivida por homens e mulheres, bem como as características que eles assumem em cada momento histórico. Na sociedade capitalista do século XIX, Marx afirmava que a condição humana era a alienaçãono processo do trabalho, ou o trabalho alienado.
Etimologia
Alienação - Do latim alienare, "afastar"; alienus, "que pertence a um outro"; alius, "outro". Portanto, alienar é tornar alheio, transferir para outrem o que é seu.
Marx denominava trabalho alienado aquele que acontece no capitalismo industrial, no qual, em razão da divisão de funções entre os trabalhadores, cada trabalhador não conhece o processo geral do trabalho. Ele não tem condições de compreender como a atividade que ele realiza se encaixa no processo de produção. Outro aspecto é que aquilo que o trabalhador produz não pertence a ele, mas ao dono da fábrica. Esse aspecto é essencial, pois revela o fundamento da alienação: a apropriação privada da produção da riqueza humana. Sob essa ótica, o trabalhador perde sua “humanidade” no processo do trabalho, uma vez que empenha parte dele mesmo – a sua força de trabalho - naquilo que produz, mas esse produto não pertence a ele. O trabalhador, desse modo, seria transformado em um objeto, em uma coisa. Em suas obras de maturidade, como “O capital”, Marx denominou esse processo de “reificação”, termo oriundo da palavra latina res, que significa “coisa”.
O trabalho deixa de ser fonte de humanização e passa a ser, então, um processo de “coisificação” do trabalhador; deixa de ser um processo de transformação da natureza e perde a possibilidade de ser algo criativo, convertendo-se em um processo mecânico e repetitivo. O trabalho já não é aquilo que faz do ser humano plenamente humano, tornando-o um animal como qualquer outro.
Segundo Marx, se foi a humanidade quem produziu a desumanizante condição humana do capitalismo, os próprios seres humanos devem transformar essa condição, superando o trabalho alienado. Para ele, isso só pode ser alcançado por meio da abolição da propriedade privada dos meios de produção. Dessa forma seria possível retomar o processo de autoconstrução do humano, a criação coletiva e histórica daquilo que chamamos “natureza humana” e que os seres humanos produzem cotidianamente nas suas relações consigo mesmos, com os outros e com o mundo.

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E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI
2º TERMOS (EJA)
DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie
Semana 16/11/20 – Questionário para nota:
Alunos, segue abaixo o link para responder ao questionário de Filosofia com base nos textos “Liberdade”; “A negação da liberdade” e “Sartre e a questão da liberdade” (procure as respostas nestes textos).
Eventuais dúvidas, segue o mesmo e-mail: nathybarchi7@gmail.com
Questionário:
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Vídeo-aula referente as semanas 02/11/20 e 09/11/20
v “Jean-Paul Sartre | Existencialismo | Filosofia”: https://www.youtube.com/watch?v=_XSHx0JSYmw
v “13/08 - 3ª série EM - Filosofia - Determinismo e liberdade dialética”: https://www.youtube.com/watch?v=6m46A7EsM2o
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E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI
2º TERMOS (EJA)
DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie
Matéria referente as semanas 05/10/20; 12/10/20 e 19/10/20
UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE A ESCRAVIDÃO NO BRASIL E A LUTA PELA LIBERDADE
“Trago no sangue uma África. (...) Na alma, as cicatrizes abertas de tantos açoites, o grito imperial dos caçadores de gente, os filhos apartados de seus pais e os maridos de suas mulheres, o balanço agônico da travessia do Atlântico e, nos porões, a morte ceifando corpos engolidos pelo mar e triturados pelos dentes afiados dos peixes.
Sou filho de Ogum e Oxalá, devoto de Iemanjá, a quem elevo as oferendas de todas as dores e cores, lágrimas e sabores, o choro inconsolável das senzalas, a carne lanhada de cordas, os pulsos e os tornozelos a ferros (...) o ventre rasgado e engravidado pela feroz pulsão dos senhores da Casa Grande.
Sou escravo e, no entanto, senhor de mim mesmo, pois não há ferrolho que me tranque a consciência. (...) Sou liberto e, no fundo das matas, recrio um espaço de liberdade (...). No quilombo, volto à África, resgato a força mistérica do meu idioma, celebro reisados e congadas (...). Cidadão brasileiro, ainda luto por alforria, empenhado em abolir preconceitos e discriminações, grilhões forjados na inconsciência e inconsistência dos que insistem em fazer da diferença divergência (...)” (FREI BETTO. Deus é negro).
Estima-se que, entre 1550 e 1855, mais de 4 milhões de africanos escravizados foram trazidos para o Brasil. A maioria deles pertencia a dois grandes ramos étnicos - o sudanês e o banto - que se subdividiam em diversos grupos, como bengalas, iorubás, tapas, jejês, angolas, monjolos e moçambiques. Os escravos, que eram considerados legalmente coisas, tinham expectativa de vida de pouco mais de dezoito anos.
No trecho acima, o escritor e religioso Frei Betto aborda a importância da tradição africana na cultura brasileira e mostra que os negros criaram um espaço de resistência ao sistema escravista.
Diante do exposto, podemos refletir: a sociedade brasileira tem uma dívida social com os afrodescendentes?
Ética e Liberdade
O caráter social da liberdade contrapõe-se à ideia individualista de liberdade herdada da tradição liberal burguesa, cuja concepção clássica é: ''A liberdade de cada um é limitada unicamente pela liberdade dos demais". No entanto, nem sempre a liberdade de escolha é tão livre quanto se apregoa, sobretudo nas sociedades em que predominam privilégios para poucos, restringindo o campo de ação livre da maioria.
Sabemos que a vida moral só é possível como ação baseada na cooperação, na reciprocidade e no desenvolvimento da responsabilidade e do compromisso. Só assim torna-se viável a efetiva liberdade de cada um. Nesse sentido, o outro não é o limite da nossa liberdade, mas a condição para atingi-la.
Vídeo-Aula:
v “Aula 4 LIBERDADE”: https://www.youtube.com/watch?v=nKrWYMaO4BE
SARTRE E A QUESTÃO DA LIBERDADE
O ser humano está condenado a ser livre. O indivíduo se faz a si.
Em sua obra “O existencialismo é um humanismo”, o filósofo francês Jean-Paul Sartre declara que "o homem está condenado a ser livre". Essa afirmação parece contraditória, pois obrigação se opõe a liberdade. Para esclarecê-la, vamos compreender algumas ideias sobre a essência humana sob a perspectiva do filósofo.
Em contraposição às concepções essencialistas, Sartre e os existencialistas afirmam que “a existência precede a essência”. Em outras palavras, o ser humano nasce e existe antes de constituir algo determinado por qualquer força exterior. Suas decisões e suas ações modificam o mundo e, ao mesmo tempo, conformam o que ele virá a ser. Nesse sentido, o indivíduo é responsável e livre para ser o que quiser.
O ser humano é, portanto, livre para agir sobre o mundo e se realizar, tornando-se o que quiser ser. Ele não está preso ou determinado pelos objetos do mundo, pois pode negá-los, transformando-os e estabelecendo uma nova situação. Mesmo o que ele é momentaneamente pode ser mudado ou negado, visto que existe a possibilidade de projetar algo que ainda não é, mas pode vir a ser.
"Se, com efeito, a existência precede a essência [..] não há determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos diante de nós valores ou imposições que nos legitimem o comportamento. Assim, não temos [...] justificações ou desculpas. [...] É o que traduzirei dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado porque não se criou a si próprio; e no entanto livre porque uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer." (SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo).
O ser humano é liberdade e não pode deixar de sê-lo, pois ele é essa ação, esse processo constante em direção ao mundo, ação recorrente de se inventar. Por não pode fugir de sua existência, o ser humano está condenado a ser livre.
"Estou condenado a existir para sempre para além de minha essência, para além dos (...) motivos de meu ato: estou condenado a ser livre. Significa que não se poderia encontrar outros limites à minha liberdade além da própria liberdade, ou, se preferirmos, que não somos livres para deixar de ser livres”. (SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada).
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E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI
2º TERMOS (EJA)
DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie
Matéria referente as semanas 21/09/20 e 28/09/20
RESUMO 1: LIBERDADE
Liberdade: “Autodeterminação”; “alternativas de escolhas”.
Porém, como somos livres se não podemos fazer tudo o que queremos?
Os limites da liberdade
“O homem nasce livre e, por toda parte, é posto a ferros” (Rousseau).
“Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei” (art. 5º, II, Constituição Federal).
As várias formas de liberdade
· Liberdade Física
· Liberdade política
· Liberdade Jurídica
· Liberdade Religiosa – Estado Laico
· Liberdade profissional
Livre com os outros
“A liberdade de um termina onde começa a liberdade do outro”: é, de fato, liberdade?
Resposta: Não. Trata-se de uma falsa ideia de liberdade. Se assim o fosse, então, quem determina a minha liberdade é o outro; portanto, como posso ser livre se não sou eu quem determina a minha liberdade?
“O outro não é o limite da nossa liberdade, mas a condição para atingi-la” (Arruda Aranha e Pires Martins).
Moral e liberdade
Além da consciência racional, lógica, o ser humano possui também consciência moral, isto é, a faculdade de observar a própria conduta e julgar (isto é, formular juízos) sobre os atos passados, presentes e as intenções futuras. Observe que a palavra julgar vem do latim judicare, “avaliar”, “ponderar” – ou seja, julgar é atribuir um valor, um peso para cada coisa que se apresenta.
Note também que é somente depois de julgar que a pessoa tem condições de escolher, entre as circunstâncias possíveis, suas ações e seu próprio caminho na vida. E é justamente essa possibilidade que cada indivíduo tem de escolher seu caminho, de construir sua maneira de ser e sua história que chamamos liberdade.
Liberdade e responsabilidade
Assim, se consciência moral e liberdade estão intimamente relacionadas, só tem sentido julgar moralmente a ação de uma pessoa se essa ação foi praticada em liberdade. Quando não se tem escolha (ou liberdade), quando se é coagido a praticar uma ação, é impossível decidir entre o bem e o mal (que é o que faz a consciência moral). A decisão, nesse caso, é imposta pelas forças coativas, isto é, que determinam uma conduta. Exemplo: tendo o filho sequestrado, o pai cumpre ordens do sequestrador; portanto, sua ação é determinada pela coação do criminoso.
Quando, porém, estamos livres para escolher entre esta ou aquela ação e fazemos uma escolha, tornamo-nos responsáveispelo que praticamos e podemos ser julgados moralmente por isso.
Observemos que o termo responsabilidade vem do latim respondere, “responder”, e significa estar em condições de responder pelos atos praticados, isto é, de justificá-los e assumi-los. É essa responsabilidade, enfim, que pode ser julgada pela consciência moral do próprio indivíduo ou do seu grupo social.
RESUMO 2: A NEGAÇÃO DA LIBERDADE
O determinismo absoluto
Conceito: Define-se pela ideia de causalidade universal, o que significa que todos os eventos ocorridos na natureza e no âmbito humano seguem necessariamente a relação de causa e efeito.
Origem: Determinismo Científico; maior desenvolvimento nos séculos XIX e XX, embora já existissem debates desde a Grécia Antiga.
Consequências: visão mecanicista de mundo. Sem liberdade.
O fatalismo
Conceito: Denomina-se “fatalismo” ou “destino” à crença de que os fatos de nossa vida dependem não do exercício de nossa liberdade, mas da vontade de forças superiores, como Deus ou deuses.
Origem: Mitologia Grega – mito das “Moiras Gregas”.
Consequências: Sem liberdade = sem responsabilidade.
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E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI
2º TERMOS (EJA)
DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie
Semana 14/09/20 – Questionário para nota
Alunos, segue abaixo o link para responder ao questionário de Filosofia com base nos textos “René Descartes (partes 1 e 2) ”; “Introdução à Ética” e “Ética e Moral”.
Ao final do questionário aperte “ENVIAR” (uma vez enviado não poderá alterar as respostas).
Eventuais dúvidas segue o mesmo e-mail: nathybarchi7@gmail.com
Postarei as notas no Google Classroom. Também informo a nota por e-mail. Alunos que tirarem nota abaixo de 5 (vermelho), podem recuperar realizando novamente o questionário, considerarei a nota maior.
Prazo para responder ao questionário: até 30/09/20.
Questionário:
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Matéria referente as semanas 24/08/20 e 07/09/20
RESUMO 1: INTRODUÇÃO À ÉTICA
Grande parte do que já estudamos vincula-se a questões teóricas sobre o ser e o saber. Agora nos concentraremos em um conjunto de problemas que estão diretamente ligados ao fazer– isto é, à ação humana, ao comportamento das pessoas e às suas relações, entre si e com o mundo.
Você tem dúvidas, às vezes, sobre como deve agir ou se angustia pensando se procedeu corretamente com alguém? Vejamos se as reflexões da filosofia prática – conhecida como éticaou filosofia moral – podem ser de alguma ajuda nesse sentido.
O problema da ação e dos valores
Em nosso dia a dia, frequentemente nos deparamos com situações em que temos de fazer escolhas e tomar decisões. Muitas vezes elas dependem daquilo que consideramos bom, justo ou correto. Toda vez que isso ocorre, estamos diante de uma decisão que envolve um julgamento moral, a partir do qual vamos orientar nossa ação ou a ação de outras pessoas. Como afirmou o filósofo grego Aristóteles: “A característica específica do homem em comparação com os outros animais é que somente ele tem o sentimento do bem e do mal, do justo e do injusto e de outras qualidades morais” (ARISTÓTELES. A Política).
Assim, o ser humano age no mundo de acordo com valores, isto é, a partir daquilo que tem maior importância ou é prioridade para ele segundo certos códigos morais. Isso significa que as coisas e as ações que um indivíduo realiza podem ser hierarquizadas conforme as noções de bem e de justo compartilhadas por um grupo de pessoas, em determinado momento histórico. Em outras palavras, o ser humano é um ser moral: um ser capaz de avaliar sua conduta a partir de valores morais.
Vale destacar que existem diversos “valores”, mas um valor em especial é preocupação primeira da Ética, a saber, o valor moral. Observe a classificação abaixo:
Classificação de valores (exemplos):
· “A casa de Carlos é bonita” (valor estético)
· “O valor do meu carro é incalculável” (valor econômico/sentimental)
· “Deus é misericordioso” (valor religioso)
· “O juiz agiu mal em absolver aquele assassino” (Valoração moral): Tema da Ética
RESUMO 2: ÉTICA E MORAL
O que é moral? E qual a diferença entre moral e ética?
Embora os termos ética e moral por vezes sejam usados como sinônimos, é possível fazer uma distinção entre eles.
Vamos começar pelas semelhanças:
· “Moral” vem do latim “mores”, diz respeito aos costumes, valores e normas que orientam o comportamento humano tendo como base os valores próprios a uma comunidade ou cultura.
· “Ética” vem do grego “ethos” que significa “modo de ser”, “comportamento”, é relativo à ideia de costume.
Portanto, etimologicamente, os dois termos querem dizer quase a mesma coisa.
Distinção entre ética e moral
Moral: Conjunto de normas estabelecidas numa sociedade, ou numa família, ou grupo/coletividade. Essas normas de conduta variam de acordo com a sociedade/época/cultura. Podemos dizer que existem várias morais.
Como as comunidades humanas são distintas entre si, tanto no espaço quanto no tempo, os valores também podem ser distintos de uma comunidade para outra, o que origina códigos morais diferentes.
Pertence ao vasto campo da moral a definição sobre questões fundamentais, como:
· O que devo fazer para ser justo?
· Quais valores devo escolher para guiar minha vida?
· Há uma hierarquia de valores que deve ser seguida?
· Que tipo de ser humano devo ser nas relações comigo mesmo, com meus semelhantes e com a natureza?
· Que tipo de atitudes devo praticar como pessoa e como cidadão?
Ética: Não é um conjunto de regras comportamentais (como a moral), mas o campo que investiga todas as questões que envolvem a moral. A ética trata-se de uma ciência da moral, uma reflexão ou questionamento da moral. Ela leva em conta em primeiro lugar a preservação da vida.
Ética designa mais especificamente a disciplina filosófica que investiga o que é a moral, como ela se fundamenta e se aplica. Ou seja, a ética – ou filosofia moral – estuda os diversos sistemas morais elaborados pelos seres humanos, buscando compreender a fundamentação das normas e interdições (proibições) próprias a cada um e explicitar seus pressupostos, isto é, as concepções sobre o ser humano e a existência humana que os sustentam.
Diferenças
Ø Moral: define o que é bom/mau antes das ações.
Ø Ética: define o que é bom/mau segundo as circunstâncias.
Ø Moral: “permite tudo”, desde que não desobedeça a princípios. (É o que foi decidido).
Ø Ética: “permite tudo”, desde que não se faça mal a ninguém. (Tudo depende).
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E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI
2º TERMOS (EJA)
DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie
Atenção alunos:
Temos mais uma forma de nos comunicar, através do “Google Sala de Aula” (Google Classroom)
O Google Classroom de Filosofia encontra-se disponível no aplicativo do Centro de Mídias (CMSP) ou no site: classroom.google.com/
Como acessar?
§ Login:e-mail da Secretaria Escolar Digital (...@al.educacao.sp.gov.br)
§ Senha: a senha para acessar o Classroom, a Secretaria Escolar Digital e o Centro de Mídias são a mesma!
§ Caso precise colocar um código, coloque o da sua turma:
Ø 2TD: fcd725g
Ø 2TE: tfpkl4v
Ø 2TF: o3td3ho
Ø 2TG: d7nq2s6
Em caso de dúvidas, segue abaixo alguns vídeos:
· Como encontrar o e-mail institucional (via google) na Secretaria Escolar Digital (SED): https://www.youtube.com/watch?v=wLAgUK51EmI
· Como acessar o Google Classroom no Centro de Mídias utilizando código da turma: https://www.youtube.com/watch?v=91lB53i--UQ
· Como acessar o Google Classroom no Centro de Mídias sem código: https://www.youtube.com/watch?v=Nn7JVVKngoE
· Tutorial para acesso no Google Classroom com e-mail Institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ZQGSFG9LDw4
Semana 31/08/20 – Vídeo-Aula sobre Ética
· “Videoaulas Poliedro | Enem | Moral e Ética”: https://www.youtube.com/watch?v=jpBj7RUxSEU
· “Moral e ética: conceitos e diferenças”: https://www.youtube.com/watch?v=dzX88EsmHr0
Semana 17/08/20 – Vídeo-Aula sobre René Descartes
· “RENÉ DESCARTES (1) – PENSO, LOGO EXISTO | PERÍODO RENASCENTISTA”: https://www.youtube.com/watch?v=8UGdAipS4II
· “René Descartes – Meditações”: https://www.youtube.com/watch?v=GtZEgUZ8wjw
· “Videoaulas Poliedro | René Descartes”: https://www.youtube.com/watch?v=We3WMDmr8SY
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E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI
2º TERMOS (EJA)
DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie
Queridos alunos, sejam bem-vindos neste novo ciclo! Segue abaixo algumas informações acerca do estudo da nossa disciplina.
· Sobre a matéria:
A matéria será postada em forma de textos, complementada com links de vídeos do youtube para melhor entendimento do assunto.
Os textos são apenas para LEITURA e estudo individual, não é obrigatório copiar no caderno, mas caso queiram fazer cópia ou resumir fiquem à vontade.
· Sobre a nota:
Futuramente será postado um questionário para nota. Para responde-lo, vocês vão consultar os textos que foram postados.
· Sobre nossa comunicação:
Vocês podem fazer perguntas no próprio blog ou me mandar um e-mail: nathybarchi7@gmail.com.
Futuramente vamos tentar também nos comunicar no “Google Sala de Aula” (“Google Classroom”) – aguardem o código da turma.
Bons estudos a todos!
Matéria referente as semanas 03/08/20 e 10/08/20
RESUMO 1: RENÉ DESCARTES (1596 - 1650)
Biografia
Filósofo e matemático francês, é considerado "pai" da filosofia moderna. Iniciou seus estudos em colégio jesuíta, cursou direito e, em 1618, alistou-se no Exército holandês de Mauricio de Nassau. Descartes desenvolveu a base do pensamento racionalista, segundo o qual todo conhecimento provém da razão. Ao proferir a célebre frase "Penso, logo existo" ("Cogito, ergo sum"), o filósofo fez a distinção entre mente e matéria, que é a base do seu pensamento dualista. Buscou consolidar a ciência fundamentada na razão, valendo-se da metafisica e da física para elaborar separadamente os princípios do conhecimento humano e das coisas materiais. Suas principais obras foram: “O discurso do método”, “As meditações metafisicas”, “O tratado do homem”, “O tratado do mundo” e “Os princípios de filosofia”.
Contexto Histórico
· Modernidade
· Revolução Científica
· Confiança na Razão/Matemática/Ciência
· Época de incertezas
· Discussão sobre qual seria o método apropriado para se chegar ao conhecimento verdadeiro.
RESUMO 2: RENÉ DESCARTES (parte 2)
Descartes é considerado o "pai da filosofia moderna", porque, ao tomar a consciência como ponto de partida, abriu caminho para a discussão sobre ciência e ética, sobretudo ao enfatizar a capacidade humana de construir o próprio conhecimento.
A dúvida metódica
Descartes afirmava que, para conhecer a verdade, é preciso, de início, colocar todos os nossos conhecimentos em dúvida. É necessário questionar tudo e analisar criteriosamente se existe algo na realidade de que possamos ter plena certeza.
Descartes, então, levanta dúvidas acerta dos “sentidos” (tato, visão, audição, paladar, olfato); duvida do “mundo e do corpo” (argumento do sonho) e, por último, duvida da “matemática” (argumento do “gênio maligno”).
A verdade – 1ª Certeza
Como, então, Descartes vai interromper essa cadeia de dúvidas e chegar, enfim, à sua primeira certeza? Ora, uma coisa é “certa”, ele está duvidando; se ele está duvidando significa que está pensando, portanto se está pensando está existindo!
A própria dúvida vai revelar a existência do sujeito pensante, chegando, assim, à sua primeira certeza inquestionável: “penso, logo existo” (em latim: “cogito, ergo sum”).
Portanto, o filósofo percebeu que a única verdade totalmente livre de dúvida era que ele pensava. Deduziu então que, se pensava, existia (“Penso, logo existo”). Para Descartes, essa seria uma verdade absolutamente firme, certa e segura, que por isso mesmo deveria ser adotada como princípio básico de toda a sua filosofia. Era sua base, seu novo centro, seu ponto fixo.
É preciso ressaltar que o termo pensamentoé utilizado pelo filósofo em um sentido bastante amplo, abrangendo tudo o que afirmamos, negamos, sentimos, imaginamos, cremos e sonhamos. Assim, o ser humano seria, para ele, uma substância essencialmente pensante.








boa noite, trabalho ja enviado por email
ResponderExcluirBoa tarde! Vou fazer minha pesquisa entrego no máximo até quarta-feira
ResponderExcluirPro só consegui entrar hj a senhora prorroga o tempo da entrega?
ResponderExcluirO prazo foi prorrogado para o dia 22/05. Caso opte por fazer manuscrito, basta tirar a foto e enviar no e-mail nathybarchi7@gmail.com. Por favor, avise os demais colegas que ainda estou recebendo o trabalho e para acompanhar as postagens no Blog.
ResponderExcluirProfa. Nathalie/Filosofia
Professora eu não intendi qual é vc o primeiro trabalho que você prorrogou até dia 22/05?
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAinda está recebendo o trabalho
ResponderExcluirSim! Mande o mais rápido possível no e-mail: nathybarchi7@gmail.com
ExcluirBoa noite
ResponderExcluirProfessora Nathalia gostaria q a senhora passasse as matérias no centro de mídia pois lá n gastamos dados móveis PR pegar a mas matérias.obrigada aluna Elizete 2tb
ResponderExcluirOlá Elizete, estou aguardando atualizar sua turma do Google Classroom no Centro de Mídias para postar as matérias. Assim que atualizar envio o código pelo chat do aplicativo mesmo.
ExcluirOlá professora estou com dificuldade para estaracssando o Google sala para estar fazendo as atividades la pedi um codigo do professor?
ResponderExcluirOlá Lucas, as turmas do Google Sala de Aula do semestre passado foram arquivadas. Neste semestre, como são novas turmas, teremos uma nova sala com novo código. Assim que a sala estiver ativa mando um comunicado no Blog. Até a formação da sala, tente acompanhar as postagens do Blog.
Excluir