LÍNGUA PORTUGUESA - EJA -1ºTermos D, E, - Profª. Alessandra



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Olá, alunos!!! Todos bem?

         Espero que estejam todos bem e realizando suas atividades. Estamos nos encaminhando para o final do bimestre e não esqueçam de enviar as atividades propostas para o meu e-mail ou pelo Google Form.

         Novembro é um mês de vários assuntos importantes: a campanha Novembro Azul, com a prevenção do câncer de próstata e o dia da Consciência Negra, momento de reflexão sobre a situação das pessoas negras no Brasil e no mundo.

         Estudar a cultura afrobrasileira não deve ocorrer apenas em novembro, é preciso resgatar a história e cultura de tantos negros que vieram para o Brasil e construiram a identidade do nosso povo. Assim, para refletirmos sobre várias situações referentes ao preconceito racial e para conhecermos um pouco mais de personalidades negras brasileiras, vamos realizar uma atividade OBRIGATÓRIA, na plataforma Google Form, através do link abaixo. Não esqueça de apertar ENVIAR assim que responder a todas as questões.

         Logo após, vamos estudar sobre as Funções da Linguagem e a forma de nos expressarmos através dos textos. Faça os exercícios sobre esse conteúdo, tire fotos e envie para o meu e-mail. Bons estudos!!!

 

ATIVIDADE OBRIGATÓRIA. APERTE O LINK ABAIXO E FAÇA OS EXERCÍCIOS.

https://forms.gle/55tLweGoWBmvdfBT7

 

Funções da Linguagem (Copie a matéria no caderno)

 

         Leia a tira: (COPIE OS EXERCÍCIOS E ENVIE PARA O E-MAIL)



1 – Onomatopeia é um recurso de linguagem que consiste na representação gráfica de um som.

a)   Identifique a onomatopeia empregada na tira.

b)   Qual som essa onomatopeia reproduz?

2 – A propósito dos três primeiros quadrinhos responda:

a)   Com qual atividade o homem que aparece na tira está se ocupando?

b)   Como está sua expressão facial?

3 – No terceiro quadrinho, o que se espera que a mulher vá fazer quando ela passa ao lado do homem?

4 – Observe o 4º quadrinho:

a)   O que a mulher faz?

b)   O que a fisionomia do homem expressa?

5 – Entre as personagens da tira, não houve entendimento. Analise as seguintes afirmações sobre a comunicação entre as personagens e assinale as que melhor interpretam as ações das personagens na tira.

a)   O homem fica nervoso por causa da surdez da mulher, que não ouve nem a campainha nem a ordem dele e faz algo diferente do que ele pediu.

b)   A mulher certamente ouve a campainha e entende a ordem do homem, mas age de maneira a deixar clara sua discordância em relação à atitude dele.

c)   A mulher provavelmente não entende o que o homem disse, porque é muito idosa e já não consegue mais se comunicar com eficiência.

d)   A tira reproduz uma realidade machista da nossa sociedade, em que a mulher cumpre as tarefas domésticas, enquanto o homem cuida de seus interesses particulares.

6 – Você considera que o desentendimento entre as personagens é resultado de desconhecimento da língua e suas regras? Explique.

        

         Comunicar-se. Eis uma aptidão nata do ser humano. O tempo todo estamos tentando estabelecer contato com as pessoas, seja por meio da fala, seja por meio da escrita. A interação com o outro acontece antes mesmo de aprendermos nossa língua materna, e desde a tenra idade, através de expressões faciais e até mesmo de sons incompreensíveis, lançamo-nos à incrível arte da comunicação.

         Cada texto produzido, oral ou escrito, apresenta uma intencionalidade. Não pense que os atos de fala são desprovidos de um objetivo. Há um objetivo até mesmo nas famosas conversas de elevador, quando as pessoas, entediadas, travam um diálogo que muitas vezes parece ser pouco produtivo ou até mesmo dispensável. Na tira que estudamos também houve uma intenção, mas diferentes em relação ao homem e à mulher.

 

         É importante lembrar que as funções da linguagem estão centradas nos elementos da comunicação (emissor, receptor, código, canal de comunicação e contexto) e cada uma delas assume um objetivo específico na comunicação. Entender o funcionamento da linguagem pode melhorar em muito nossas habilidades linguísticas. Veja o quadro a seguir:

 


 

         Pois bem, as funções da linguagem estão aí para nos explicar as minúcias de cada tipo de discurso e conhecê-las aprimora a comunicação, bem como o entendimento da finalidade de um texto. Mas você sabe quais são as funções da linguagem e para que servem? Bom, são seis as funções da linguagem, sendo que cada uma delas cumpre um objetivo bem específico em diferentes contextos comunicacionais. Vejamos:

 

·        Função emotiva: Nos textos em que a função emotiva predomina, percebemos que o discurso é construído na primeira pessoa, com o foco no próprio emissor, ressaltando assim a subjetividade da linguagem. O objetivo é conquistar a adesão do interlocutor por meio de uma mensagem que contempla o ponto de vista daquele que a emite:

         “ […] Mas quem sou eu para censurar os culpados? O pior é que preciso perdoá-los. É necessário chegar a tal nada que indiferentemente se ame ou não se ame o criminoso que nos mata. Mas não estou seguro de mim mesmo: preciso amar aquele que me trucida e perguntar quem de vós me trucida [...]”. (Fragmento de A hora da estrela, de Clarice Lispector)

 

·        Função referencial: Com um discurso construído na 3ª pessoa e ausência de expressões que evidenciem a opinião do emissor, a função referencial tem como objetivo informar o interlocutor através de uma linguagem clara e objetiva, ou seja, têm como foco o referente:

 

“ […] Reunindo toda esta gama de trabalhos, o 1º Festival Percurso - Periferia e Cultura em Rede Solidária será realizado no 21 de junho no Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Com o tema "Juventude periférica gerando renda, trabalho e desenvolvimento local", o festival terá exposição e venda de serviços e produtos dos empreendimentos econômicos solidários que fazem parte da “Rede de Empreendimentos Culturais Solidários da Periferia Urbana da Zona Sul de São Paulo [...]”. (Fragmento de uma notícia, disponível em Carta Capital)

 

·        Função conativa: Nos tipos de textos em que a função conativa predomina, é possível perceber o uso da 2ª pessoa como maneira de interpelar alguém, além do emprego dos verbos no imperativo para convencer o interlocutor, com o foco assim no receptor:


 


·        Função fática: Tipo de mensagem cujo objetivo é prolongar ou interromper uma conversa, com o foco no canal. Nela, o emissor utiliza procedimentos para manter contato físico ou psicológico com o interlocutor:

 


 

·        Função metalinguística: Linguagem utilizada para falar, explicar ou descrever o próprio código: esse é o principal objetivo da função metalinguística. Nas situações em que ela é empregada, geralmente na poesia e na publicidade, a atenção está voltada para o próprio código:

 




·        Função poética: Muito encontrada na Literatura, especialmente na poesia, a função poética apresenta um texto no qual a função está centrada na própria mensagem, rompendo com o modo tradicional com o qual vemos a palavra.



 

 


 

 

 

 

 

 

 

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Olá, Alunos, todos bem?

         Como vocês estão? Conseguindo realizar suas atividades? Se precisar de ajuda é só me mandar um e-mail e podem enviar o seu número de telefone para conversarmos por WhatsApp. 

         Vamos seguir nossos estudos, ainda virtualmente, mas não podemos parar. Na última atividade trabalhamos sobre as variantes linguística e as linguagens formal, informal e padrão. Agora vamos nos aprofundar em um gênero literário que muitos “torcem o nariz” kkkk, o poema!!!

         Hoje temos muitos autores contemporâneos que trabalham com poesias, vocês já ouviram falar de Sérgio Vaz? Carlos de Assumpção? Carlos Drummond? Cecília Meireles? Entre tantos...

         Copie a teoria no caderno e mande foto dos exercícios para o e-mail.

 

Poema ou Poesia?

         Poema é um gênero textual e também um gênero literário (lembre-se do gênero lírico).

         E qual seria a diferença entre poema e poesia? Os dois são a mesma coisa? NÃO!!! 

         Poema é a constituição formal, formada de versos, estrofe e de outros recursos. Poesia é a parte “imaterial” da poesia, ou seja, é a emoção lírica expressa no poema ou que deu origem a ele. Veja o que escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade sobre essa diferença entre o poema e a poesia:

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

                       

            O poeta fala que não conseguiu escrever o poema, mas o sentimento da poesia estava dentro dele. Lindo, não? Para entender um pouco mais sobre esse tipo de texto, vamos estudar as suas características.

VERSO

         Verso é cada uma das linhas do poema. Apresenta unidade rítmica e melódica.

         No poema a seguir, do poeta Sérgio Vaz, existem quantos versos? 

 

“A Felicidade era um lugar estranho,
lá, os meninos, após a chuva
comiam o arco-íris e saiam coloridos
pela rua jogando futebol.
O futuro era decidido no par-ou-ímpar
e o passado simplesmente não existia.”

                                                          

            O poema de Sérgio Vaz tem seis versos (seis linhas). Gostaram?

 

ESTROFE

         Todo poema pode ser organizado em estrofes. Estrofe é uma parte do poema construída por um agrupamento de versos. A separação entre as estrofes é indicada por uma linha em branco.

         O número de estrofes e de versos em cada estrofe é variável. Existem poemas com um único verso e poemas com dezenas de estrofes e centenas de versos!!!

         Leia o poema a seguir de Carlos de Assumpção e diga quantas estrofes o poema tem:

Arco-íris

“Nós somos Dons Quixotes
Em cavalos de sonho vamos
Por toda parte da cidade
Semeando palavras como sementes
Dividindo o pão do bem mostrando caminhos
Levando esperanças a quem não tem

Nós somos Dons Quixotes não importa
De sonhadores o mundo tem precisão
A vida será céu quando todos os homens
Trouxerem as estrelas aqui pro chão.”

 

         O poema apresente duasestrofes e dez versos.

 

         Dependendo do número de versos, as estrofes podem receber nomes específicos. Veja:

 

·         Monóstico: estrofe formada por um verso.

·         Dístico ou Parelha: estrofe formada por dois versos.

·         Terceto ou Trístico: estrofe formada por três versos.

·         Quarteto ou Quadra: estrofe formada por quatro versos.

·         QuintilhaQuinteto ou Pentástico: estrofe formada por cinco versos.

·         SextilhaSexteto ou Hexástico: estrofe formada por seis versos.

·         SeptilhaHeptetoHeptásticoSétima ou Septena: estrofe formada por sete versos.

·         Oitava ou Octástico: estrofe formada por oito versos.

·         Nona: estrofe formada por nove versos.

·         Décima ou Década: estrofe formada por dez versos.

 

RIMA

 

         O poema pode apresentar rimas. A rima consiste na semelhança sonora entre as palavras. Quando ocorre entre palavras do final do verso (o mais comum), essa semelhança constitui rimas externas; quando ocorre no interior de versos, rimas internas. Veja o exemplo de rimas externas no poema de Cecília Meireles:

 

“O meu amor não tem
 importância nenhuma.
 Não tem o peso nem
 de uma rosa nem de espuma!”

 

         Embora sejam um importante recurso sonoro, as rimas não são obrigatórias em poemas, principalmente na poesia moderna. Os versos de poemas que não apresentam rimas são chamados de versos brancos.
        

OUTROS RECURSOS SONOROS

 

         Além do ritmo e da rima, outros recursos podem contribuir para o enriquecimento da sonoridade dos poemas. Os principais são:

 

·        Aliteração: repetição de um mesmo fonema consonantal ou de fonemas de sons aproximados. Exemplo: “Vozes veladas, veludosas vozes, /Volúpias dos violões, vozes veladas” (poeta Cruz e Souza). A repetição da letra “v” acaba proporcionando uma musicalidade.

 

·        Assonância: repetição de um mesmo fonema vocálico. Exemplo: “a gente se embala se embora se embola” (Caetano Veloso). Aqui ocorre a repetição do som “-em/-em”.

 

IMPORTANTE

 

         Quem fala no poema é o “eu lírico”: não é personagem, não é narrador e também não confundir com o escritor do poema, é o “eu lírico”!!!

 

 

ATIVIDADE

 

         Agora que você estudou sobre as características do poema e conheceu alguns poetas, vamos praticar o que você aprendeu.

 

         Leia este poema, de Ribeiro Couto, “Cais matutino”:

 

Mercado de peixe, mercado de aurora:
Cantigas, apelos, pregões e risadas
À proa dos barcos que chegam de fora.

 

Cordames e redes dormindo no fundo;
À popa estendida, as velas molhadas;
Foi noite de chuva nos mares do mundo.

Pureza do largo, pureza da aurora.
Há visgos de sangue no solo da feira.
Se eu tivesse um barco, partiria agora.

O longe que aspiro no vento salgado
Tem gosto de um corpo que cintila e cheira
Para mim sozinho, num mar ignorado.

1 - Quantos versos apresenta o poema? E quantas estrofes?

2 – Quantos versos há em cada estrofe? Como se chamam essas estrofes?

3 – O poema apresenta rimas? Explique?

4 – Rico em imagens e aspectos sensoriais, o poema descreve o amanhecer.

a)   Que local é descrito no poema?

b)   Que palavras são responsáveis pelas sugestões visuais sobre o local?

c)   E quais são responsáveis pelas sugestões sonoras?

5 – Como o eu lírico (a voz que fala no poema) se sente em relação a tudo a que assiste?

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Olá, alunos, todos bem?

         Estou sentindo falta de vocês, está tudo bem? Estão com dificuldades, desanimados, precisando de ajuda? Pode me mandar pelo e-mail (alessandrahenriques@professor.educacao.sp.gov.br), ou recados aqui do Blog e até me enviar no e-mail o telefone de vocês para que eu entre em contato pelo WhatsApp.  

                O segundo bimestre começou, então vamos lá!! Vocês se lembram da última matéria sobre os gêneros textuais? Vamos aprofundar um pouco mais sobre o estudo da nossa linguagem oral e escrita, falando sobre as variedades linguísticas. Você já sofreu ou já viu alguém sofrer preconceito pela forma de falar ou escrever? Vamos estudar todas essas situações.  

 

 Variantes Linguísticas (para copiar no caderno)

         Você já ouviu o poema de Patativa do Assaré, cantada pelo mestre Luís Gonzaga, “A triste partida”? Veja um trecho dessa linda canção:

“Meu Deus, meu Deus...

Setembro passou

Oitubro e Novembro

Já tamo em Dezembro

Meu Deus, que é de nós,

Assim fala o pobre

Do seco Nordeste

Com medo da peste

Da fome feroz...”

 

         A música retrata o problema da seca que o povo nordestino enfrenta e o poeta utiliza a forma de falar das pessoas da região. Podemos dizer que ele escreveu errado porque não sabe escrever? Você entendeu o que ele quis dizer? Por que ele quis escrever a música dessa forma?

         Muitas pessoas responderiam que por ser pobre e viver num lugar com muitas dificuldades, ele provavelmente não frequentou a escola e por isso escreve “errado”. Mas conseguimos entender a sua mensagem, mesmo com alguns “desvios”, assim a função da comunicação foi realizada.

         Nosso país é muito grande, com influências de vários povos que por aqui passaram e por isso dizemos que no Brasil existem várias formas de falar. Também podemos afirmar, que é um país de profundas desigualdades, com pessoas mais ou menos escolarizadas que acabam falando e escrevendo de formas diferentes.

         Essas variações são de natureza geográfica, histórica, social, entre outras, e elas se devem as diferenças observadas entre os falares dos brasileiros. Assim:

 

         Variação linguística são os diferentes modos de falar uma língua – as variedades linguísticas – relacionados à idade do falante, à sua classe social, ao espaço em que ela se encontra e, ainda, aos objetivos e aos usos específicos que ele faz da língua.

        

Uma variedade é melhor que outra?

 

         Não. Podemos dizer que o português são muitos e que todas as suas variedades servem às finalidades para as quais existem. Determinar uma norma padrão de uma língua não significa definir uma variedade como a mais correta, mais bonita, mais completa. Trata-se na verdade, de adotar uma convenção para fixar um modo mais estável de se produzir textos que possam perdurar por um período mais longo. O estabelecimento dessa convenção, sem dúvida, envolve relação de poder, prestígio, classe social, de quem pode mais...

         Quando uma pessoa zomba do jeito de falar ou escrever, do sotaque de alguém está realizando um preconceito linguístico. Infelizmente os falantes nordestinos são os que mais sofreram (ou sofrem) preconceito pela forma de falar no nosso país.

 

 Tipos de variação

 

         Existem várias formas de utilizar a língua, assim temos diversos tipos de variação.

 

·        Variações históricas (diacrônicas)

 

         As variações históricas tratam das mudanças ocorridas na língua com o decorrer do tempo. Algumas expressões deixaram de existir, outras novas surgiram e outras se transformaram com a ação do tempo.

         Um clássico exemplo da língua portuguesa é o termo “você”: no português arcaico, a forma usual desse pronome de tratamento era “vossa mercê”, que, devido a variações inicialmente sociais, passou a ser mais usado frequentemente como “vosmecê”. Com o passar dos séculos, essa expressão reduziu-se ao que hoje falamos como “você”, que é a forma incorporada pela norma-padrão (visto que a língua se adapta ao uso de seus falantes) e aceita pelas regras gramaticais.

                            Vossa mercê → Vosmecê → Você → Cê

 

·         Variações geográficas (diatópicas)

 

         As variações geográficas naturalmente falam da diferença de linguagem devido à região. Essas diferenças tornam-se óbvias quando ouvimos um falante brasileiro, um angolano e um português conversando: nos três países, fala-se português, mas há diferenças imensas entre cada fala.

         Não é preciso que a distância seja tão grande: dentro do próprio Brasil, vemos diferenças de léxico (palavras) ou de fonemas (sons, sotaques). Há diferenças entre a capital e as cidades do interior do mesmo estado. Observemos alguns exemplos de diferenças regionais:

         “Mandioca”, “aipim” ou “macaxeira”? Os três nomes estão corretos, mas, dependendo da região do Brasil, você ouvirá com mais frequência um ou outro. O mesmo vale para a polêmica disputa entre “biscoito” e “bolacha”, que se estende para todo o território nacional.

·Variações sociais (diastráticas)

 

         As variações sociais são as diferenças de acordo com o grupo social do falante. Embora tenhamos visto como as gírias variam histórica e geograficamente, no caso da variação social, a gíria está mais ligada à faixa etária do falante, sendo tida como linguagem informal dos mais jovens (ou seja, as gírias atuais tendem a ser faladas pelos mais novos).

         Há, ainda, expressões informais ligadas a grupos sociais específicos. Um grupo de futebolistas, por exemplo, pode usar a expressão “carrinho” com significado específico, que pode não ser entendido por um falante que não goste de futebol ou que será entendido de modo distinto por crianças, por exemplo.

         Aqui também fazem parte as diferenças na classe social, o tempo de escolarização do indivíduo, religião, gênero.

 

A norma-padrão

 

         Apesar de a língua apresentar muitas variedades linguísticas, há uma tradição gramatical que define alguns parâmetros para a escrita (e para a fala, em situações mais formais). A norma-padrão não é uma variedade linguística, mas tem a função principal de minimizar as mudanças que ocorrem muito rapidamente na fala, a fim de que os textos escritos não fiquem logo ultrapassados. Assim:

         Norma-padrão é o conjunto de regras, pautadas em autores consagrados, que impõem uma unidade à língua escrita.

         A opção pelo estudo da norma-padrão na escola tem relação com o fato de ela ter um grande prestígio social e seu domínio é muito importante para que a pessoa consiga se colocar diante de qualquer situação (entrevista de emprego, provas de vestibular, trabalhos acadêmicos etc.).

         Mas isso não significa que as outras variedades linguísticas são incorretas, ineficientes ou descartáveis, isso caracteriza preconceito linguístico.

 

Linguagem Formal e Informal

 

         A linguagem formal e informal são duas variantes linguísticas que possuem o intuito de comunicar. No entanto, elas são utilizadas em contextos distintos.

         Quando falamos com amigos e familiares utilizamos a linguagem informal. Entretanto, se estamos numa reunião na empresa, numa entrevista de emprego ou escrevendo um texto, devemos utilizar a linguagem formal. Assim:

         A linguagem formal, também chamada de "culta" está pautada no uso correto das normas gramaticais bem como na boa pronúncia das palavras.

         Já a linguagem informal ou coloquial representa a linguagem cotidiana, ou seja, trata-se de uma linguagem espontânea, regionalista e despreocupada com as normas gramaticais.

 

Exercícios (copiar no caderno, tirar foto e enviar para o e-mail.)

 

1 – Observe uma conversa retirada de um Facebook de uma adolescente e responda.



a)   Que tipo de linguagem foi utilizada: formal ou informal (coloquial)? Explique.

b)  Por que a adolescente utilizou esse tipo de linguagem?

c)   Que tipo de variação ela representa: histórica, regional ou social? Explique.

2 – (Questão ENEM 2014)

A História, mais ou menos

Negócio seguinte. Três reis magrinhos ouviram um plá de que tinha nascido um Guri. Viram o cometa no Oriente e tal e se flagraram que o guri tinha pintado por lá. Os profetas, que não eram de dar cascata, já tinham dicado o troço: em Belém, da Judeia, vai nascer o Salvador, e tá falado. Os três magrinhos se mandaram. Mas deram o maior fora. Em vez de irem direto para Belém, como   mandava o catálogo, resolveram dar uma incerta no velho Herodes, em Jerusalém. Pra quê! Chegaram lá de boca aberta e entregaram toda a trama. Perguntaram: onde está o rei que acaba de nascer? Vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo. Quer dizer, pegou mal. Muito mal. O velho Herodes, que era oligão, ficou grilado. Que rei era aquele? Ele é que era o dono da praça. Mas comeu em boca e disse: joia. Onde é que esse guri vai se apresentar? Em que canal? Quem é o empresário? Tem baixo elétrico? Quero saber tudo. Os magrinhos disseram que iam flagrar o Guri e na volta dicavam tudo para o coroa.                     VERISSIMO, L. F. O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994.

Na crônica de Verissimo, a estratégia para gerar o efeito de humor decorre do(a):

a) linguagem rebuscada utilizada pelo narrador no tratamento do assunto.
b) inserção de perguntas diretas acerca do acontecimento narrado.
c) caracterização dos lugares onde se passa a história.
d) emprego de termos bíblicos de forma descontextualizada.
e) contraste entre o tema abordado e a linguagem utilizada.

3 - Leia o fragmento do texto “Antigamente”, de Carlos Drummond de Andrade:

Antigamente

Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé de alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio.

Com base nos estudos de variantes linguísticas, compreende-se que a variante apresentada no fragmento é a:

a) geografia.    

b) histórica.    

c) social.    

d) geográfica e a social.

 

4 - (Enem/2005/Adaptada) Leia com atenção o texto a seguir.

         [Em Portugal], você poderá ter alguns probleminhas se entrar numa loja de roupas desconhecendo certas sutilezas da língua. Por exemplo, não adianta pedir para ver os ternos — peça para ver os fatos. Paletó é casacoMeias são peúgasSuéter é camisola — mas não se assuste, porque calcinhas femininas são cuecas. (Não é uma delícia?) (Ruy Castro. Viaje Bem. Ano VIII, no 3, 78.)

O texto destaca a diferença entre o português do Brasil e o de Portugal, a variante linguística que melhor representa essas diferenças na língua é:

a)   Social.

b)   Regional.

c)   Histórica.

d)   Ligada ao gênero.

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      Olá, alunos, tudo bem com vocês?

         Espero que vocês estejam bem e continuando os seus estudos!!!

         Na última atividade, definimos o que é Literatura e vocês fizeram uma pesquisa sobre a sua função para a humanidade. Agora vamos aprofundar o nosso estudo, falando sobre os gêneros literários na perspectiva Aristotélica e vamos entender que o estudo da função da Literatura no mundo é bem mais antigo do que pensamos.

         Mas lembrem-se do que estudamos sobre os gêneros textuais na atualidade: hoje o nosso conceito de gênero textual é bem mais amplo do que Aristóteles, no século III a.C., definiu!!! Hoje consideramos uma bula, uma notícia, uma crônica ou uma poesia um gênero textual que foi construído socialmente com uma função definida, mas nem todos são gêneros literários... Vamos aprofundar isso.

         Outro assunto que será discutido aqui será o Setembro Amarelo, com o tema do Suicídio, que precisa ser refletido por todos, pois os números estão alarmantes como vocês verão nos vídeos da atividade.

         Todas as atividades trabalhadas até o momento devem ser enviadas até o dia 09/10 para o meu e-mail ou pela plataforma Google Forms, conforme orientação, para a construção da sua nota final do bimestre.

Setembro Amarelo  

            Você sabe o que significa Setembro Amarelo? Já ouviu falar?

         Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo®. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano.

​            São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

 

Atividade

            Assim, para refletirmos e falarmos sobre o suicídio preparei uma atividade (obrigatória) para vocês responderem. É uma sensibilização, uma forma de entendermos sobre o assunto e não julgar, mas saber ajudar a quem esteja precisando.

 

APERTE O LINK ABAIXO E RESPONDA NO PRÓPRIO CELULAR OU COMPUTADOR. NÃO ESQUEÇA DE APERTAR ENVIAR QUANDO VOCÊ TERMINAR DE RESPONDER A ATIVIDADE.

   

https://forms.gle/sJZ34Tb8f8caTWNB6

 

Os gêneros na perspectiva aristotélica

(Este conteúdo é para copiar no caderno)

 

            Platão e Aristóteles, na Grécia antiga (século III a.C.) já refletiam sobre as características dos textos literários e as funções que esses textos desempenhavam socialmente e, entre elas, destacavam o papel da literatura como imitação da realidade humana.

            Da concepção clássica desses pensadores, surgiu uma divisão dos textos literários em três gêneros básicos, que imitariam a vida, diferenciando-se entre si pelos meios utilizados para realizar essa imitação. São eles os gêneros dramático, lírico e épico.

            Atualmente, essa classificação é questionada por estudiosos, pois, com o passar do tempo, novos gêneros literários surgiram e gêneros literários antigos se renovaram. Vale a pena, no entanto, conhecê-la, pois ela serviu de base para os estudos posteriores sobre os gêneros literários.

  • Gênero lírico

A lírica clássica – assim chamada por ser uma produção literária acompanhada por instrumentos musicais gregos, tais quais a lira – poderia ser, de modo genérico, comparada com o que hoje conhecemos como poesia. Entretanto, para ser mais específico, é possível dizer que os poemas líricos seriam aqueles que expressavam sentimentos e apresentavam uma visão particular da existência. Uma das poetas líricas mais conhecidas é Safo de Lesbos. Veja, a seguir, um fragmento de poema dela:

“O amor agita meu espírito

como se fosse o vendaval

a desabar sobre os carvalhos”

·         Gênero épico

A épica ou epopeia pode ser definida como sendo um gênero narrativo clássico, no qual os grandes feitos de um povo são cantados. Não há, em tese, nos textos épicos, visões particulares da existência, mas sim uma perspectiva geral da nação como um todo. Algumas das epopeias gregas mais conhecidas são Ilíada e Odisseia, cuja autoria é declarada a Homero.

Há, também, epopeias posteriores ao Período Clássico que, embora alterem algumas características do gênero, preservam a nomenclatura de texto épico. Alguns deles são A divina comédia, de Dante Alighieri, e Os lusíadas, de Luís de Camões. Veja, a seguir, os primeiros versos do poema épico português:

“As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana” (...)

·         Gênero dramático

O gênero dramático, subdividido por Aristóteles em tragédias e comédias, é aquele tipo de texto literário criado para ser encenado, ou seja, para transformar-se em uma peça de teatro.

Híbrido entre a literatura e as artes cênicas, o gênero dramático sempre acompanhou a história da humanidade, desde as encenações ritualísticas tribais e religiosas até o teatro contemporâneo. Umas das peças mais famosas da Grécia Antiga é Édipo Rei, de Sófocles.

Atividade

Faça uma pesquisa sobre os Gêneros Literários Modernos e envie para o meu e-mail (alessandrahenriques@professor.educacao.sp.gob.br). Seguem algumas sugestões de sites para você realizar sua pesquisa.

·       https://www.portugues.com.br

·       https://www.soliteratura.com.br/

 

Aulas ao vivo com a professora:

         Gostaria que vocês participassem de aulas ao vivo comigo, nas Turmas no Centro de Mídias, você já baixou esse aplicativo no Play Store do seu celular?

         Ou você está “1ª série- 1 – teruko ueda yam” ou “1ª série -2 – teruko ueda yam” , nas suas Turmas. Vamos marcar toda terça-feira, às 20h.

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Atividade 1T         Olá, alunos, tudo bem?

Na semana passada, falamos sobre uma pequena história da Língua Portuguesa, o que é Língua, o que é Linguagem e quais os tipos de linguagens presentes no processo de comunicação. Diante de todo esses conteúdos, vamos aprofundar os estudos sobre como podemos nos comunicar e interagir para transmitir o que pensamos, sentimos, nossos pontos de vista etc.

         Assim, nesta semana vamos estudar como as linguagens estão presentes no nosso dia-a-dia, principalmente, a ideia de texto, mas o que é um texto? Para que serve um texto? Quantos tipos de textos existem? Texto é só escrito ou pode ser um desenho?

         Copie o conteúdo em seu caderno e depois responda a atividade na plataforma Google Forms, é só clicar, abrir e responder no próprio celular ou computador.  

 

Leia atentamente os textos a seguir:

Texto 1

Indígenas utilizam recursos naturais de forma sustentável.

Comunidades se conscientizam de que viver da floresta pode ser um bom negócio do ponto de vista econômico.



Jaime Pereira da Wai Wai realiza secagem de castanhas na aldeia Jatapuzinho.

 

Boa Vista – O conceito de desenvolvimento sustentável é amplamente utilizado nas mais diversas situações, seja em defesa da preservação da natureza, para justificar novos investimentos socialmente responsáveis, e também para comprovar que é possível produzir, gerar emprego e renda sem, necessariamente, agredir ou devastar a natureza.

Um exemplo bem-sucedido do uso racional dos recursos naturais, que serve de modelo de desenvolvimento sustentável para todos que desejam produzir levando em conta o meio ambiente, pode ser comprovado entre os wai wai, na terra indígena Trombeta Mapuera, localizada no sul de Roraima. A comunidade vem redescobrindo uma lógica simples: que é possível manter o equilíbrio entre o crescimento econômico e social e ainda proteger o meio ambiente sem esgotar todos seus recursos.

                                                           (...)

Com esse trabalho de conscientização, o Sebrae pretende renovar nessas comunidades o compromisso dessa e das próximas gerações com o meio ambiente e levá-los a acreditar que viver da floresta também pode ser um bom negócio, do ponto de vista econômico.

                                                           (...)


TEXTO 2



TEXTO 3




         Nossa vida é rodeada de textos diversos, que podem ser orais ou escritos, verbais ou não verbais. É através dos textos que nos comunicamos com o mundo, que expomos ideias, sentimentos, que entendemos e desentendemos com outras pessoas, que vivemos e convivemos em sociedade.

         Texto é o produto da enunciação – composto de palavras, imagens, ícones ou qualquer outro código – que constitui unidades de sentido.

         Cada vez mais, para entendermos o mundo que nos cerca, é fundamental entrarmos em contato com o maior número possível de textos e em situação de comunicação diversificadas.

         Situação de comunicação é todo o contexto de produção e recepção de um texto.

         Entre outros fatores, as situações de comunicação envolvem interlocutores (quem participa do momento da fala e da escuta), a intenção de se produzir o texto, o interesse de quem recebe o texto, o meio onde ele circula (revista, TV, jornal, propaganda, etc) e o texto em si. Assim, temos o que chamamos de discurso:

         Discurso é o uso efetivo da língua, que se materializa em textos, nos quais estão envolvidos valores, a ideologia, a cultura e os objetivos de quem produz e de quem os recebe, ou seja, todos os elementos da situação de comunicação.

         Nos textos do início da atividade, podemos perceber que eles têm características diferentes, mas falam de um mesmo assunto, ou seja, todos apresentam como tema central o Meio Ambiente. Desta forma, podemos perceber que dependendo da intenção e da finalidade. Podemos utilizar textos diferentes para falar do mesmo assunto e os exemplos em destaque é o que chamamos de gêneros do discurso.

         Gênero do discurso são padrões textuais construídos socialmente que se manifestam em textos orais e escritos. Utilizados em situação de interação social, apresentam uma estabilidade mínima quanto ao conteúdo, quanto à estrutura e quanto ao uso da linguagem. (Bakhtin)

 

Exercício 

Após o estudo, vamos analisar alguns dos textos trabalhados neste conteúdo, a partir do link abaixo, no documento Google Forms, responda às questões:

 

https://forms.gle/FMvLsXvgKZ9AGuL1A

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 Reposição 24 a 28/08 – 1 Termo

Olá, alunos, saudades de todos!!!

         A semana de 24 a 28/08 foi um recesso, mas que precisa ser reposto pelo período noturno, ou seja, vamos ter que trabalhar para repor esses dias parados kkkk.

         Seguindo os nossos estudos, na última atividade falamos sobre os gêneros do discurso e esse estudo tem muito a ver com o estudo de Literatura. Mas afinal, o que é Literatura? O que a Literatura tem a ver com a nossa realidade? Para que estudamos literatura?

         Então, para responder à todas essas perguntas e refletir sobre o papel da Literatura em nossa vida, leia os textos a seguir e responda às questões. Copie os conteúdos no caderno, responda às questões, tire foto e envie para o meu e-mail, os se preferir, faça no documento Word e anexe no e-mail.  

 

TEXTO 1

         O que é literatura? É uma pergunta complicada justamente porque tem várias respostas. E não se trata de respostas que vão se aproximando cada vez mais de uma grande verdade, da verdade-verdadeira. Cada tempo, e, dentro de cada tempo, cada grupo social tem sua resposta, sua definição. Respostas e definições – vê-se logo – para uso interno.

         Ao longo dos dois mil anos que nos separam de – digamos – Platão, vários têm sido os critérios pelos quais se tenta identificar o que torna um texto literário ou não literário: o tipo de linguagem empregada, a intenção do escritor, os temas e assuntos de que trata a obra, o efeito produzido pela sua leitura...tudo isso já esteve ou ainda está em pauta quando se tenta definir literatura. Cada um desses critérios produziu definições consideradas corretas. Para uso interno daquele grupo ou daquele tempo, correspondendo as respostas ao que foi (ou é) possível pensar de literatura num determinado contexto. (...)

                                      (Marisa Lajolo. Literatura – Leitores&leitura. São Paulo, Moderna, 2001.)   

 

TEXTO 2

Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.

Vista deste modo, a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. O sonho assegura durante o sono a presença indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. (...)

 

                                      (Antônio Candido. “O direito à literatura”. São Paulo, Duas Cidades, 2002)

 

1.   De acordo com o texto 1, de Marisa Lajolo:

 

a)   Existe uma definição de literatura que seja melhor que as outras ou a mais verdadeira?

b)   A que se deve o surgimento de tantas definições de literatura ao longo dos séculos?

 

2. Marisa Lajolo enumera alguns dos critérios que têm sido utilizados para definir o que é um texto literário.

 

a)   Quais são esses critérios?

b)   A autora considera errado esses critérios e as definições a que eles deram origem? Por quê?

 

3.   De acordo com o texto de Antônio Cândido, Texto 2:

 

a)   O que é Literatura?

b)   Os homens ou os povos podem viver sem literatura? Por quê?

 

4.   Além das formas de expressão literárias citadas por Antônio Cândido (folclore, lenda, chiste), que outras você citaria, próprias no nosso tempo?   

 

5.   Faça uma pequena pesquisa sobre a função da Literatura, para que serve a literatura e registre no seu caderno. Abaixo, alguns sites de referência para a sua pesquisa (Atenção: não utilize o Wikipedia).

 

Sites que você pode pesquisar:

 

·        https://brasilescola.uol.com.br/ (Para que serve a Literatura?)

·        https://blogdoenem.com.br/ (As funções da Arte Literária)

·        https://www.portugues.com.br/ (Não ler a História da Literatura)

 

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Atividades 1ºTermo

Olá, alunos!! Todos bem?

Infelizmente não estamos em sala de aula de forma presencial, mas gostaria de fazer algumas perguntas para reflexão: por que estudamos Língua Portuguesa? Qual importância de falarmos e escrevermos bem? Por que temos dificuldade em aprender nossa própria língua?

Pois bem, vocês se lembram do questionário da primeira semana? Uma das perguntas era sobre o que você espera aprender em relação à Língua Portuguesa e no Ensino Médio é o momento de aprofundarmos os estudos de nossa língua para enfrentar os desafios no nosso dia-a-dia.

Então vamos lá!!! Vocês sabem o que é Língua? Quais os tipos de Linguagem que podemos utilizar para nos comunicar? A Língua Portuguesa é falada apenas em Portugal e no Brasil? Vamos fazer uma breve reflexão de todas essas dúvidas.   

Copie a matéria em seu caderno e depois responda à atividade e envie no meu e-mail.     

Breve História da Língua Portuguesa

Curiosamente, o português surgiu da mesma língua que originou a maioria dos idiomas europeus e asiáticos.

Com as inúmeras migrações entre os continentes, a língua inicial existente acabou subdividida em cinco ramos: o helênico, de onde veio o idioma grego; o românico, que originou o português, o italiano, o francês e uma série de outras línguas denominadas latinas; o germânico, de onde surgiram o inglês e o alemão; e finalmente o céltico, que deu origem aos idiomas irlandês e gaélico. O ramo eslavo, que é o quinto, deu origem a outras diversas línguas atualmente faladas na Europa Oriental.

O latim era a língua oficial do antigo Império Romano e possuía duas formas: o latim clássico, que era empregado pelas pessoas cultas e pela classe dominante (poetas, filósofos, senadores, etc.), e o latim vulgar, que era a língua utilizada pelas pessoas do povo. O português originou-se do latim vulgar, que foi introduzido na península Ibérica pelos conquistadores romanos. Damos o nome de neolatinas às línguas modernas que provêm do latim vulgar. No caso da Península Ibérica, podemos citar o catalão, o castelhano e o galego-português, do qual resultou a língua portuguesa.

É certo que você já percebeu que o Brasil é o único país no continente americano a ter o português como língua oficial. Estamos linguisticamente isolados, e até mesmo nossos países vizinhos, em razão do processo colonizador, falam idiomas diferentes do nosso. A segunda língua mais falada por essas bandas da América do Sul é o espanhol.

Somos os únicos por aqui, mas não estamos sozinhos. Além de Portugal (responsável pela colonização do Brasil), país do qual herdamos não só o idioma, mas também outros aspectos culturais, outros países pelo mundo adotaram a língua portuguesa como idioma oficial. Ao todo, nove países fazem parte do chamado mundo lusófono, adjetivo que classifica os países que têm o português como língua oficial ou dominante. Veja só quais são eles:

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    


Angola = 29,78 milhões de habitantes

·         Brasil = 209,3 milhões de habitantes

·         Cabo Verde = 546.388 mil habitantes

·         Guiné-Bissau = 1,861 milhão de habitantes

·         Moçambique = 29,67 milhões de habitantes

·         Portugal = 10,31 milhões de habitantes

·         São Tomé e Príncipe = 204.327 mil habitantes

·         Timor Leste = 1,296 milhão de habitantes

·         Guiné Equatorial = 1,268 milhão de habitantes

 

Somos aproximadamente 230 milhões de falantes da língua portuguesa espalhados em nove países de quatro continentes diferentes!

Língua e Linguagem

Existem milhares de línguas no mundo, porque elas variam a depender de cada povo, cada cultura, cada época. Por meio da língua as pessoas interagem umas com as outras, construindo textos, falando, ouvindo, escrevendo ou lendo. A língua é uma das principais formas de marcar a identidade de um povo. 

LÍNGUA: conjunto dos elementos que constituem a linguagem falada ou escrita peculiar a uma coletividade; idioma.

LINGUAGEM: é um processo comunicativo pelo qual as pessoas interagem entre si.  Existem vários tipos de linguagem: a fala, o gesto, o desenho, a pintura, a música, a dança, o código de trânsito...

Existem vários tipos de linguagem: a fala, o gesto, o desenho, a pintura, a música, a dança, o código de trânsito...


     

                                            


A Linguagem pode ser:

·        VERBAL: é aquela cuja unidade é a palavra (seja na forma escrita ou falada).


                                           




·        NÃO VERBAL: tem unidade diferente da palavra, como o gesto, a imagem, a nota musical, o sinal de trânsito, etc.


                                 





·        MULTIMODAL ou MISTA: combina unidades próprias de diferentes linguagens (une linguagem verbal e linguagem não verbal).




Atividade desta semana

As imagens a seguir reforçam como podemos utilizar as diversas linguagens para nos manifestar. Os discursos destas imagens estão centrados nos episódios de racismo que presenciamos nestas semanas. Assim, escreva qual o tipo de linguagem utilizada (verbal, não verbal ou mista) e faça uma pequena legenda com a sua opinião para cada imagem.

a)                                                        

       
     
b)        

 

c)   



 

 

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Atividade Diagnóstica de Língua Portuguesa – 1ºsTermos

 

Olá, alunos!!! Todos bem? Espero que sim!!

 

Na atividade da semana passada, fizemos uma atividade para conhecer um pouco sobre vocês e uma sensibilização, como um desabafo, sobre esse momento tão diferente que estamos passando.

Embora com vários aspectos negativos, a pandemia acabou revelando uma situação muito positiva: houve uma diminuição significativa nos gases poluentes e na poluição dos mares e rios. Com o homem dentro de casa e as indústrias paradas, houve menos consumo e consequentemente menos poluição.

Nessa perspectiva e, seguindo nossas atividades, vamos falar sobre o nosso Meio Ambiente, mais especificamente com a relação de consumo dos povos indígenas e refletir sobre modos de vida mais sustentáveis. Vamos ler a seguir, uma reportagem a seguir e fazer algumas reflexões.

 

Economia Indígena no Rio Negro

Cadeias produtivas sustentáveis em harmonia com o meio ambiente, a cultura e o bem viver nas comunidades

 


Diferente da lógica da sociedade de consumo e capitalista, cuja produção visa o lucro e o acúmulo de capital, a Economia Indígena Sustentável está baseada nos seguintes pilares:

– Produzir de modo sustentável, dentro do ritmo da comunidade e da natureza, visando obter ganhos suficientes para o bem viver coletivo;

– Desenvolver trabalhos coletivos que envolvam nossas associações de base e tragam benefícios em infraestrutura para nossas comunidades;

– Trabalhar dentro da vocação da comunidade e do seu meio ambiente, ou seja, utilizar os recursos naturais abundantes em cada localidade, aproveitando também os talentos e vocações locais para o seu desenvolvimento;

– Fazer parcerias e estimular pesquisas e trabalhos em ambientes colaborativos e interculturais, fortalecendo os saberes indígenas e agregando valor ao nosso produto artesanal.

https://foirn.org.br/economia-sustentavel-indigena-foirn/

 

As perguntas deste texto e mais uma charge estão no link abaixo:

 

https://forms.gle/8Nrv8ZCmrJUu8SX68

 

ATENÇÃO

 

         Todas as atividades são consideradas como participação, assim TODAS SÃO OBRIGATÓRIAS. NÃO DEIXE ACUMULAR!!!

         Responda os formulários apenas uma vez!! Caso você responda mais de uma vez, irei considerar apenas a primeira, mas se ocorreu algum problema com e formulário, me comunique pelo Blog da escola ou por e-mail.

 

Meu e-mail para comunicação é:

         alessandrahenriques@professor.educacao.sp.gov.br

 

        

         Entre em contato se tiverem alguma dúvida. Breve iniciaremos aulas no Centro de Mídias, não esqueçam de se cadastrar na Secretaria Digital Escolar e depois baixar o Centro de Mídias SP no seu celular para terem seus dados de Internet patrocinados. Quando as turmas estiverem implantadas e vocês cadastrados, iniciaremos as aulas pelas turmas, eu aviso pelo Blog e darei os horários das aulas.

 

Juntos somos mais fortes!!!

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Sejam todos bem vindos!!!

Espero que estejam todos bem e prontos para iniciarmos os nossos estudos!!!

Eu sou a professora Alessandra, de Língua Portuguesa, ministro aulas no Estado há vinte anos, sendo muitos deles dedicados ao Ensino de Jovens e Adultos. Também sou professora da Prefeitura de São Paulo e, por gostar muito deste segmento, trabalho no CIEJA Cambuci com o mesmo segmento de estudantes.

         Apesar do tempo que atuo na Educação, sempre fico na expectativa no início de um novo semestre, pois acredito que o aprendizado acontece na troca de experiências e no contato em sala de aula. Mas como fazer isso nesse momento de distanciamento social? Como vamos interagir? Quais os anseios e desejos de vocês quando decidiram voltar a estudar?

         São muitas perguntas e angústias, mas vamos trabalhar todas essas ansiedades ao longo deste semestre, interagindo pelo nosso Blog e com aulas/encontros no Centro de Mídias São Paulo. Vocês já baixaram o aplicativo do Centro de Mídias no celular? É muito importante para que tenham aulas de reforço, uma forma de nos vermos ao vivo e de poder tirar as dúvidas das atividades.

Mas antes de baixar o aplicativo no Centro de Mídias, é importante se cadastrar na Secretaria Digital, espaço onde vocês podem obter seu e-mail institucional, de aluno, que será usado no Centro de Mídias. Além disso, ao se cadastrar na Secretaria Digital, você terá os seus dados de Internet no Centro de Mídias patrocinados, ou seja, seus dados de internet não serão consumidos. Na Secretaria Digital você também pode acessar suas notas e várias informações importantes durante o seu período escolar. ATENÇÃO: PARA TUDO ISSO É IMPORTANTE TER O SEU RA (REGISTRO DO ALUNO) E A ESCOLA PODE TE FORNECER ESSE NÚMERO.

Agora, para conhecer um pouco mais os meus novos alunos, peço para que vocês respondam a um questionário que elaborei na plataforma Google Form. Você pode responder pelo próprio celular, apertando o link abaixo e, assim que responder a todas as perguntas, é só apertar ENVIAR para que as respostas sejam enviadas automaticamente para mim.                                                 

 

https://forms.gle/eKAsP5zAgYf49Sc77

Boas Vindas!!! – APERTE O LINK ACIMA.

 

 

Preparei também uma atividade para esquentarmos os nossos estudos, uma sensibilização de boas vindas e que vai fazer refletir sobre o que estamos vivendo. Ela foi elaborada a partir da música “Me conta da tua janela”, das cantoras Anavitoria, que está colocada na atividade para que vocês ouçam.

A atividade também será feita no formulário Google Form, apertando o link abaixo, pode ser respondido no próprio celular, ou computador e não esqueça de apertar ENVIAR. Caso você queira copiar no caderno as questões, tirar foto e enviar pelo e-mail também será aceito.

(e-mail: www.alessandrahenriques@professor.educacao.sp.gov.br)

 

ATIVIDADE “ME CONTA DA TUA JANELA” – APERTE O LINK ABAIXO:

 

https://forms.gle/gw8tNUs9dp3q2vmW6

 

 

 

Muito feliz de ter vocês por aqui!!!! Juntos somos mais fortes!!!!

 

 

 

 




12 comentários:

  1. Qual data máxima para entrega das atividades ?
    Priscila Melo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Priscila. Respondi direto nas publicações abaixo. Ainda estou aprendendo kkkkk
      Beijos

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  2. Olá, alunos, estão todos bem? Espero que sim e se cuidando.

    Por favor, não mandem no email do yahoo, somente no email alessandrahenriques@professor.educacao.sp.gov.br.

    Quem já enviou, por favor reenviar para o email correto.

    Desculpem o transtorno. Fiquem bem.

    Profª Alessandra

    ResponderExcluir
  3. Olá, Priscila, tudo bem?

    Temos que entregar as notas até o dia 29/05, assim pedimos as atividades até o dia 20/05.

    Se cuide.

    Professora Alessandra

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  4. Ola professora Alessandra, boa noite... eu gostaria de estudar presencial... gostaria de saber se posso esperar normaliza à estudar presencial... eu não quero fazer essa matérias a distancia. eu perco a minha vaga eu não... obrigado!.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Desculpe, Adriano, eu acabei postando para todos, porque é uma dúvida de outros alunos. Mas força, vai dar tudo certo.

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  5. Olá, Adriano, infelizmente não. Essas atividades são para auxiliar a rotina de estudos e contar como participação. Acredito que se você fizer questão de não realizar as atividades a distância terá que falar com o Coordenador Antonio. Estamos com muitas dúvidas também e provavelmente só retornaremos em julho. Pense direitinho, qualquer coisa te ajudamos por aqui.
    Voce está conseguindo acompanhar as aulas no Centro de Mídias pelo celular? Ou pela TV? Pode ajudar.
    Espero que tenha ajudado...

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    Respostas
    1. boa noite professora Alessandro... obrigado pela resposta...
      to fazendo as Atividades...aos pouquinho...

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  6. Olá, pessoal.

    Alguns alunos estão me contatando e afirmando que estão com algumas dificuldades com a música O dia em que Terra parou. Vamos lá.

    1 - Vocês precisam fazer uma pequena pesquisa do tipo de governo que tínhamos em 1977 para comparar com o isolamento que vivemos hoje.

    2 - Quando pergunto qual a pessoa, estou querendo dizer em primeira pessoa - eu; ou em terceira pessoa - ele. Agora ficou fácil kkkkk

    3 - O significado de pandemia pode pegar no dicionário - Google.

    4 - Relato é a sua opinião, dê exemplos.

    Boa atividade.

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  7. Olá, pessoal.

    Acabei de ver as atividades no meu email e tem muito poucas...

    Respondi para todos que me mandaram.

    Cuidado com as datas.

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  8. Boa tarde prof alessandra eu enviei meus outros trabalhos no outro, Email que vc tinha pedido nao obtive resposta francilene 1ta é para reenvià-los?

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    Respostas
    1. Oi, Francilene. Desculpe o transtorno, mas publicaram meu email errado. Por favor, reenvie seus trabalhos para o email alessandrahenriques@professor.educacao.sp.gov.br, que está no início da página deste blog.
      Aguardo e já te envio se recebi.

      Obrigada

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