FILOSOFIA - EJA - 3ºTermos E, F, G, H - Profª Nathalie

E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI

3º TERMOS (EJA)

DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie

 

Semana 07/12/20 – Questionário para nota:

 

Alunos, segue abaixo o link para responder ao questionário de Filosofia com base nos textos “Democracia”; “Modelos de Democracia”; “O avesso da democracia: totalitarismo” e “O avesso da democracia: autoritarismo” (procure as respostas nestes textos).

Eventuais dúvidas, segue o mesmo e-mail: nathybarchi7@gmail.com

            Prazo: até 12/12/20

 

Questionário:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe8kPukVYIrwmmIBaQRLzG_BcCM5oc7TIzIwgH3IFgn_9PwYg/viewform?usp=sf_link

 

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Matéria referente as semanas 23/11/20 e 30/11/20

 

RESUMO 1: O AVESSO DA DEMOCRACIA: TOTALITARISMO

 

Introdução

            Na história do mundo sempre existiram tiranias. Em virtude de privilégios, o faraó do Egito, o césar romano e o rei cristão medieval apropriam-se do poder identificando-o com seu próprio corpo e se tornam intermediários entre os indivíduos e Deus, ou intérpretes da Suprema Razão.

            É importante examinar algumas formas de poder que não se confundem com as expressões tradicionais de despotismo e de tirania. Trata-se das experiências de totalitarismo vividas após a Primeira Guerra Mundial e que surgiram em países de elevado grau de cultura e civilização, como a Alemanha, a Itália e a União Soviética. Veremos também os regimes autoritários implantados na América Latina a partir da década de 1960.

 

O sistema totalitário

            O totalitarismo foi um fenômeno político do século XX que mobilizou de modo surpreendente grandes segmentos da sociedade de diversos países. O totalitarismo de direita, conservador, ocorreu na Alemanha nazista e na Itália fascista. O de esquerda, de orientação comunista, expandiu-se na União Soviética e na China.

            Tais governos utilizavam a violência em massa para manter e propagar o poder, criaram campos de concentração, disseminaram ideologias totalitárias, foram responsáveis por atrocidades e pela morte de milhões de pessoas.

 

Hannah Arendt

 



 

            A Filósofa alemã Hannah Arendt analisou minuciosamente o sistema totalitário da Alemanha nazista e percebeu que ele apresentava elementos comuns com os do sistema soviético. Quais seriam os principais aspectos que caracterizariam o totalitarismo ou o Estado totalitário?

·         Interferência do Estado em todos os setores;

·         Ausência de pluralismo partidário;

·         Criação de organismos de massa;

·         Exaltação da disciplina e mistificação da figura do chefe;

·         Subordinação ao Executivo dos Poderes Legislativo e Judiciário;

·         Concentração pelo Estado de todos os meios de propaganda;

·         Formação da polícia política;

·         Campos de concentração e de extermínio;

·         Controle de informações por meio da censura;

·         Valorização das disciplinas de moral e cívica;

·         Esses Estados combinavam ideologia totalitária e terror. No totalitarismo nazista essa ideia seria a crença na superioridade da raça ariana – desse modo justificaram-se a perseguição e o genocídio de diversos grupos considerados inferiores e degenerados. No regime stalinista, seria a defesa da luta de classes como motor da história e da abolição da sociedade de classes.

 

Totalitarismo e terror

            O Estado totalitário funcionava como uma espécie de fachada para o mundo. Mas o que estava por trás dessa fachada?

Segundo Arendt, o terror era uma das características centrais dos Estados totalitários. Isso se evidenciava no papel central da polícia secreta no governo.

            Tal estrutura colocava em condição de suspeita qualquer pessoa, que podia ser acusada por suas ações ou palavras.

            O pensamento, inerente ao ser humano, torna-se algo muito perigoso, capaz de levar a represálias, prisões, torturas e mortes. Essa situação provocava medo e estimulava a colaboração da população na denúncia de oponentes ou possíveis inimigos políticos.

            O auge, ou a representação mais acabada do horror do sistema totalitário, do poder ou domínio total, estabeleceu-se nos campos de concentração, onde os prisioneiros sofriam todos os tipos de atrocidade física, psíquica e moral.

            Arendt ressaltou o fato de que o jogo cruel desses campos não só atacou os direitos civis ou os valores morais, mas foi concebido com o propósito deliberado de aniquilar a identidade ou a espontaneidade dos indivíduos. Sem espontaneidade, o ser humano se igualaria a qualquer animal, reagindo com a mesma previsibilidade.

 



 

RESUMO 2: O AVESSO DA DEMOCRACIA: AUTORITARISMO

 

            Os regimes autoritários costumam ser identificados indevidamente com os governos totalitários. O que há de comum entre eles é que ambos cerceiam as liberdades individuais em nome da segurança nacional, recorrem à maciça propaganda política, exercem a censura e dispõem de aparelho repressivo.

            Nos regimes autoritários, porém, não há uma ideologia de base que sirva "para a construção da nova sociedade" nem há mobilização popular que lhes dê suporte. Ao contrário, em vez de doutrinação política e de incentivo ao engajamento ativista (ainda que dirigido), prevalece a despolitização, que leva à apatia política.

            Sempre que possível, os governos autoritários procuram manter a aparência de democracia: permitem a existência de partidos de oposição, mas que atuam apenas formalmente. Mesmo o partido do governo é mero apêndice do Poder Executivo.

            O governo autoritário também utiliza os militares na burocracia estatal, e a elite econômica conta com oficiais das forças armadas nos postos-chave.

            Foi o que aconteceu por ocasião do golpe militar de 1964, que impôs o regime autoritário no Brasil durante duas décadas. Na América Latina, outros países também passaram pela experiência autoritária, como o Uruguai e a Argentina.

 

Ditadura

            Ditadura é uma palavra de origem latina, derivada de “dictare”, “ditar ordens”.

            Atualmente, um Estado costuma ser considerado ditatorial quando apresenta as seguintes características:

·         Eliminação da participação popular nas decisões Políticas;

·         Concentração do poder político;

·         Inexistência do Estado de direito;

·         Fortalecimento dos órgãos de repressão;

·         Controle dos meios de comunicação de massa. Monta-se um departamento autoritário de censura oficial destinado a proibir tudo que for considerado subversivo.

 



 

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E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI

3º TERMOS (EJA)

DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie

 

Semana 16/11/20 – Questionário para nota:

 

Alunos, segue abaixo o link para responder ao questionário de Filosofia com base nos textos “A política na Grécia Antiga”; “Sócrates e a questão do conhecimento” e “Sócrates e a questão política” (procure as respostas nestes textos).

Eventuais dúvidas, segue o mesmo e-mail: nathybarchi7@gmail.com

 

Questionário:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSerSUxuLcWpXfM-bgOhG5v6uyogwQzV1hdWrBxuIqbnAxbRaQ/viewform?usp=sf_link

 

 

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Matéria referente as semanas 02/11/20 e 09/11/20

 

RESUMO 1: DEMOCRACIA

 

Conceito

 

A palavra democracia é formada etimologicamente por dois termos gregos: demos e kratia.

Demosdesignava os diversos distritos que constituíam as dez tribos em que a cidade de Atenas fora dividida por ocasião das reformas de Clístenes (séc. VI a.C.). Posteriormente, passou a significar genericamente "povo" ou "comunidade de cidadãos".

O termo kratia deriva de kratos, que significa "governo'', "poder".

Atualmente entendemos democracia como "governo do povo", "governo de todos os cidadãos".

 

Características

           

            Segundo Marilena Chauí, as ideias determinantes que constituem a Democracia são: conflito; abertura; rotatividade.

 

a) Conflito

            Para muitos, o conflito carrega um sentido pejorativo, como algo que devesse ser evitado a qualquer custo. Porém, no contexto da democracia a palavra “conflito” é compreendida no sentido de “divergir” (pluralidade de ideias, argumentos diferentes, múltiplos discursos).

Na sociedade democrática, o conflito é trabalhado pela discussão e pelo confronto de ideias.

 

b) Abertura

            Na democracia a informação circula livremente e a cultura não é privilégio de alguns. A circulação não se reduz ao mero consumo de informação e cultura, mas pressupõe também a produção de cultura, que a enriquece. Um povo instruído é um povo que aumenta seu poder de reivindicação; daí a necessidade da ampla extensão da educação.

 

c) Rotatividade

            O poder na democracia não privilegia grupo ou classe, mas permite que todos os setores da sociedade sejam legitimamente representados.

 

 

RESUMO 2: MODELOS DE DEMOCRACIA

 

·         Democracia Direta

·         Democracia Indireta ou Representativa

·         Democracia Semidireta ou Participativa

 

Foi a antiga cidade grega de Atenas que legou ao mundo ocidental uma das mais citadas referências de regime democrático. Nela, os cidadãos (pequena parcela da população ateniense) participavam diretamente das assembleias e decidiam os rumos políticos da cidade. Portanto, havia em Atenas uma democracia direta.

Ao longo do tempo, os Estados foram ficando muito complexos, com extensos territórios e populações numerosas, tornando-se inviável a proposta de os próprios cidadãos exercerem o poder diretamente.

 

Características das democracias Representativa e Participativa

Nestes modelos de democracia os cidadãos elegem seus representantes políticos para o governo do Estado.

O ideal destes modelos é que o governo seja dos representantes do povo, os quais deveriam exercer o poder pelo povo e para o povo.

Nos dias de hoje, um Estado costuma ser considerado democrático quando apresenta:

Ø  Participação política do povo – o povo exerce o direito de participar das decisões políticas, elegendo seus representantes no poder público. Geralmente, essa participação é garantida por meio do direito ao voto direto e secreto, em eleições periódicas.

Ø  Divisão funcional do poder político – o poder político do Estado não fica concentrado em um único aparelho. Ao contrário, apresenta-se dividido em vários órgãos, que se agrupam em torno das seguintes funções típicas: legislativa (elaboração das leis), executiva (execução das leis pela administração pública) e jurisdicional (aplicação das leis e distribuição da justiça). Nos regimes democráticos, deve existir independência e harmonia entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Ø  Vigência do Estado de direito – o poder político é exercido dentro dos limites traçados pela lei a todos imposta. Assim, a lei subordina tanto o Estado como a sociedade, o que se chama Estado de direito. Onde vigora o Estado de direito, o cidadão respeita o Estado, mas o Estado também respeita os direitos do cidadão, como liberdade de pensamento, expressão, associação, imprensa, locomoção etc.

 

Democracia Semidireta ou Participativa

            A democracia semidireta ou participativa compreende o modelo vigente no Brasil.

Este modelo, além das características acima mencionadas, permite ao cidadão a participação diretana política, por meio de três instrumentos previstos na Constituição Federal: o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular.

 

Segue abaixo um vídeo para melhor compreensão do tema:

https://www.youtube.com/watch?v=_ykV52UpjaI

 

 

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E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI

3º TERMOS (EJA)

DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie

 

Matéria referente as semanas 05/10/20; 12/10/20 e 19/10/20

 

SÓCRATES E A QUESTÃO DO CONHECIMENTO

 



 

Sócrates e a arte de perguntar

            Até aqui, nossa pergunta fundamental é: será que conhecemos verdadeiramente o que acreditamos conhecer? Há mais de 24 séculos, essa era a principal dúvida do grande mestre de Platão, Sócrates (469 ou 470 - 399 a.C.).

            Apesar de ser considerado um homem sábio por muitos de sua época, Sócrates reconhecia sua própria ignorância a respeito de temas que a maioria das pessoas acredita conhecer. Por isso, vivia cheio de dúvidas. “Só sei que nada sei”, costumava repetir. O único grande conhecimento que admitia possuir, porém, era a arte de perguntar. Desta forma, ser sábio para o filósofo, era ter a humildade de reconhecer a própria ignorância (o não saber) e ir em busca do conhecimento, por meio do questionamento, do diálogo.

            Foi assim, empregando o diálogo e dirigindo uma série de perguntas a seu interlocutor, que Sócrates se tornou o primeiro grande exemplo de pensador ocidental que acreditou radicalmente no poder da conversação, defendendo-a de maneira explícita como método para atingir um conhecimento mais profundo, essencial e verdadeiro sobre as coisas.

            Por meio de perguntas e respostas, de argumentação e contra argumentação, buscava depurar o pensamento - isto é, tornar as ideias claras - livrando-o dos preconceitos, das convicções tradicionais adquiridas sem reflexão ou sem fundamento racional, para depois revelar o verdadeiro conhecimento, que reside na mente de cada pessoa. O reconhecimento da ignorância e o questionamento das certezas eram o ponto de partida da filosofia socrática.

 

Método Socrático: dois momentos do diálogo

            No método socrático, o interlocutor era convidado a procurar a verdade. A partir de então a conversação era composta de uma parte inicial negativa - na qual o filósofo usava ironia para indagar seu interlocutor sobre determinado assunto ou conceito, levando-o a cair em contradições e a se desfazer de suas ilusões - e de outra positiva - a maiêutica expressão relacionada à arte de "fazer partos" ou “trazer à luz” (trazer à luz a verdade). O filósofo acreditava ser uma espécie de "parteiro das ideias", ou seja, alguém que ajudava a trazer à luz ideias verdadeiras. Ele dizia que sua mãe fazia parto de pessoas, e ele fazia parto de ideias.

 

Refutação ou Ironia

            No início dos diálogos, Sócrates costuma apresentar-se como quem deseja aprender com seu interlocutor, fazendo-lhe perguntas sucessivas. Por isso, essa primeira parte é chamada também de ironia, palavra de origem grega cujo sentido primitivo era “interrogação fingindo ignorância”.

            Com habilidade de raciocínio, no entanto, conduz suas questões de forma a evidenciar as contradições e os problemas que surgem a cada resposta de seu interlocutor. Desse modo, vai refutando, contestando, negando as concepções que o outro tinha sobre determinado assunto e, ao mesmo tempo, demolindo seu orgulho, sua arrogância e sua presunção de saber. A primeira virtude do sábio é adquirir consciência da própria ignorância. Sócrates teria assim exposto sua postura:

            [...] aquele acreditava saber e não sabia, enquanto eu, ao contrário, como não sabia, também não julgava saber, e tive a impressão de que, ao menos numa pequena coisa, fosse mais sábio que ele, ou seja, porque não sei, nem acredito sabê-lo. (Platão, Defesa de Sócrates, em Apologia de Sócrates, p. 71.)

 

Maiêutica

            Na segunda etapa do diálogo, liberto do orgulho e da pretensão de que tudo sabe, o interlocutor já está em condições de iniciar o caminho de reconstrução de suas próprias ideias. Novamente Sócrates lhe propõe, com grande habilidade, uma série de questões, ajudando-o a trazê-las à luz. Por isso, essa fase do diálogo socrático é chamada de maiêutica, cujo sentido primitivo é a “arte de ajudar a dar à luz, a parir”.

            Portanto, a verdade já está dentro de cada um. Para encontrá-la, basta ter humildade e fazer os questionamentos adequados (por meio do diálogo). Eis a frase de Sócrates: “conhece-te a ti mesmo”.

 

A virtude

            Sócrates conversava com qualquer cidadão de Atenas sobre “justiça”, "amor", "verdade", "bem", "bondade", "conhecimento e sabedoria”, entre outros temas relacionados as virtudes humanas.

Segundo o pensamento socrático para praticar uma virtude, é preciso conhecê-la. De acordo com esse pensamento, para praticar a justiça, por exemplo, é preciso saber o que é justiça, para praticar a bondade é preciso saber o que é bondade, e assim por diante - é preciso conhecer a essência de cada conceito. Por isso, o conhecimento é o fundamento da moralidade socrática, isto é, para agir bem, é preciso conhecer.

Era pela importância do conhecimento dos conceitos que Sócrates buscava investiga-los rigorosamente, para que a alma, ao evitar o engano, evoluísse, aperfeiçoando-se. O ser humano virtuoso seria aquele que dedicasse a vida ao aprimoramento da alma ou da consciência, procurando conhecer a verdade por meio da atividade racional.

 



 

SÓCRATES E A QUESTÃO POLÍTICA

 

Nas assembleias da democrática Atenas, os cidadãos expressavam livremente suas opiniões. A arte da persuasão através da palavra capacitava o indivíduo para a vida pública.

Persuasão: Ação de convencer. Os gregos têm dois termos para indicar a persuasão: peithó significa convencer respeitando a vontade alheia; apáte refere-se ao uso de argumentos para enganar e convencer por meio de mentiras.

Sócrates, através do diálogo, procurava pôr em “xeque” todas essas opiniões, pois muitas vezes essas opiniões refletiam um conhecimento falso sobre o assunto em questão. (A filosofia é justamente a busca exigente da verdade).

Sendo assim, podemos entender que há uma distinção entre:

·         Opinião x Verdade

·         Discurso Belo x Discurso Verdadeiro

 

Sócrates, portanto, dedicava-se ao que considerava sua missão: dialogar com as pessoas, de modo a fazê-las justificar seus conhecimentos, mostrando-lhes a fragilidade e a inconsistência de suas opiniões e argumentos.

 

“Apologia à Sócrates” (obra de Platão em que trata do julgamento de Sócrates)

A elite mais conservadora de Atenas começa a encarar Sócrates como um inimigo público e agitador em potencial. Sócrates atraía os jovens em função de suas ideias inovadoras, sua qualidade de orador, sua inteligência, o que contribuiu para sua popularidade.

Sócrates, então, é acusado de:

·         Subverter a sociedade

·         Não crer nos deuses da cidade

·         Corromper a juventude.

 

Defesa de Sócrates à acusação de corromper a juventude:

Não tenho outra ocupação senão a de vos persuadir a todos, tanto velhos como novos, de que cuideis menos de vossos corpos e de vossos bens do que da perfeição de vossas almas, e a vos dizer que a virtude não provém da riqueza, mas sim que é a virtude que traz a riqueza ou qualquer outra coisa útil aos homens, quer na vida pública quer na vida privada. Se, dizendo isso, eu estou a corromper a juventude, tanto pior; mas, se alguém afirmar que digo outra coisa, mente (PESSANHA. SÓCRATES. Col. Os pensadores. p. 7).

Sócrates “demonstra que estava sendo acusado por Meleto de algo que o próprio Meleto não sabia bem explicar o que era, já não conseguia definir com clareza o que era bom e o que era mau para os jovens” (Idem, p. 8).

Sócrates é condenado à morte (obrigado a beber cicuta). Porém, antes da execução da pena, teve que cumprir o rito de aguardar 30 dias. Neste período, Sócrates em diálogo com seus discípulos discorre sobre o que seria morrer.

O que significa morrer?

Ou aquele que morre é reduzido ao nada e não tem mais qualquer consciência, ou então, conforme ao que se diz, a morte é uma mudança, uma transmigração da alma do lugar onde nos encontramos para outro lugar. Se a morte é a extinção de todo sentimento e assemelha-se a um desses sonos nos quais nada se vê, mesmo em sonho, então morrer é um ganho maravilhoso. (...). Por outro lado, se a morte é como uma passagem daqui para outro lugar, e se é verdade, como se diz, que todos os mortos aí se reúnem, pode-se, senhores juízes, imaginar maior bem? (Idem, p. 11).

Sócrates recebe a proposta de fugir, mas ressalta que prefere sofrer uma injustiça a cometê-la: “Porque não traíra sua consciência, preferira a morte a declarar-se culpado. Mas porque respeitava a lei não quisera fugir da prisão” (Idem. p. 13).

Conclusão: Podemos compreender que a condenação de Sócrates que o levou à morte teve como motivação a política, pois a busca exigente da verdade por meio do questionamento não é conveniente aos que estão no poder. Então fica a seguinte indagação: a quem interessa que o povo seja ignorante de filosofia?

 

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E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI

3º TERMOS (EJA)

DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie

 

Matéria referente a semana 28/09/20

 

A POLÍTICA NA GRÉCIA ANTIGA

 

A política como teoria

            Costuma-se dizer que a democracia nasceu na Grécia, mais propriamente em Atenas. Embora tenha durado pouco tempo, surgiu como uma proposta original que ao longo dos tempos fecundou teorias e sonhos de liberdade e igualdade dos mais diversos teores.

            Queremos dizer que, por serem os gregos os primeiros a filosofar, também foram eles os primeiros a refletir criticamente sobre a política, por isso costuma-se afirmar que eles "inventaram" a política. Não que outros povos já não tivessem exercido o poder, mas que apenas entre os gregos essa reflexão se desliga dos mitos e teoriza sobre a possibilidade humana de engendrar por si mesma as leis e a organização da vida coletiva.

 

A democracia grega

            A passagem do mundo rural e aristocrático da Grécia dos tempos homéricos (sécs. XII a VIII a.C.) para a formação das primeiras aglomerações urbanas no período arcaico (a partir do séc. VIII a.C.) determinou mudanças na estrutura social, política e econômica. A intensificação do sistema escravista acentuou a divisão do trabalho, desenvolveu o artesanato e estimulou o comércio, que dava vazão aos produtos excedentes.

Os gregos lançaram-se ao mar em busca de terras mais férteis e novos pontos de comércio, fundando colônias na Jônia (atual Turquia) e na Magna Grécia (sul da atual Itália, incluindo a Sicília).

Nas pólis (cidade-estado) destacavam-se dois lugares: a acrópole e a ágora. A acrópole constituía a parte elevada na qual era construído o templo e que também servia de ponto de defesa da cidade. A ágora era a praça central destinada às trocas comerciais e na qual os cidadãos se reuniam para debater os assuntos da cidade e resolver problemas legais.

 

Atenas no período clássico

            Atenas teve uma sequência de legisladores - Drácon, Sólon e Clístenes - que destacaram o caráter humano das leis e não mais o divino. Além disso, aos poucos promoveram a ideia de cidadania, ao possibilitar a todos os cidadãos atenienses a participação na assembleia do povo, na qual eram eleitos os funcionários do Estado. Mas foi no governo de Clístenes, no final do século VI a.C., que o regime ateniense se democratizou: devido à nova distribuição das famílias em diversas tribos, o poder da nobreza territorial ficou reduzido.

            O apogeu da democracia em Atenas ocorreu no século V a.C., quando Péricles era governante. No entanto, é preciso destacar o poder de liderança de Péricles, que tinha sempre as rédeas na mão.

            Outra crítica à democracia ateniense deve-se à constatação de que nem todos os habitantes eram igualmente cidadãos. Desse privilégio eram excluídos os estrangeiros, as mulheres e os escravos.

 

Os sofistas e a retórica

            Coube aos filósofos sofistas, no século V a.C., a função de justificar o ideal democrático. Foram eles que elaboraram teoricamente e legitimaram o ideal democrático da nova classe em ascensão, a dos comerciantes enriquecidos, os quais, desde que fossem cidadãos da pólis, tinham direito ao exercício do poder. No novo modelo de democracia, a justiça tornou-se política e mais objetiva que a anterior, pois o critério do justo e do injusto sustentava -se na lei escrita, válida para todo cidadão.

            Segundo o historiador da filosofia Werner Jaeger, os sofistas exerceram influência muito forte, como mestres da nova virtude política, ao recorrerem à retórica que é a arte de bem falar, de utilizar a linguagem em um discurso persuasivo. É bem verdade que essa educação não se destinava ao povo em geral, mas à elite intelectual, àqueles bons oradores que poderiam, nas assembleias públicas.

Os mais famosos sofistas foram: Protágoras de Abdera (485 - 411 a.C.); Górgias de Leôncio, na Sicília (485 - 380 a.C.); Híppias de Élis; Trasímaco; Pródico; Hipódamos, entre outros.

 

Vídeo-Aula referente a semana 21/09/20

 

·         “SÓCRATES – VIDA E FILOSOFIA | FILOSOFIA”: https://www.youtube.com/watch?v=F06fK3XUmlE

 

·         “Videoaulas Poliedro | Sócrates”: https://www.youtube.com/watch?v=7n9pjrsMP-Y

 

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E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI

3º TERMOS (EJA)

DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie

 

Alunos, segue abaixo 2 questionários de Filosofia para atribuição de nota deste bimestre. Ao final do questionário aperte “ENVIAR” (uma vez enviado não poderá alterar as respostas).

Eventuais dúvidas segue o mesmo e-mail: nathybarchi7@gmail.com

Postarei as notas no Google Classroom. Também informo a nota por e-mail. Alunos que tirarem nota abaixo de 5 (vermelho), podem recuperar realizando novamente o questionário, considerarei a nota maior.

Prazo para responder aos 2 questionários: até 30/09/20.

 

Semanas 07/09/20 e 14/09/20 – Questionários para nota

 

Alunos, segue abaixo o link para responder ao questionário de Filosofia com base nos textos “Origens da Filosofia”, “Origens da Filosofia (parte 2) ” - procure as respostas nestes textos.

 

Questionário 1:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScDPukEiQhUcDrQ_5ZNS_OdU9rPZuKLuvs5iJpzMispNQMt4g/viewform?usp=sf_link

 

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Alunos, segue abaixo o link para responder ao questionário de Filosofia com base nos textos “Tales de Mileto” e “Os Pré-Socráticos” (procure as respostas nestes textos).

 

Questionário 2:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfZr3UKSXQJFojs5zIKjXrFSDrAe4me6yGnKvlDoR_o98CaEA/viewform?usp=sf_link

 

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Semana 24/08/20 – Vídeo-Aula e Leitura Complementar

 

·         “Pré-socráticos - Brasil Escola”: https://www.youtube.com/watch?v=HVm1PZ2ORig

 

·         “Videoaulas Poliedro | Os filósofos Pré-Socráticos”: https://www.youtube.com/watch?v=XrdTNJkupiY

 

·         “Filosofia Grega”: https://www.todamateria.com.br/filosofia-grega/

 

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E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI

3º TERMOS (EJA)

DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie

 

Atenção alunos:

Temos mais uma forma de nos comunicar, através do “Google Sala de Aula” (Google Classroom)

O Google Classroom de Filosofia encontra-se disponível no aplicativo do Centro de Mídias (CMSP) ou no site: classroom.google.com/

Como acessar?

§  Login:e-mail da Secretaria Escolar Digital (...@al.educacao.sp.gov.br)

§  Senha: a senha para acessar o Classroom, a Secretaria Escolar Digital e o Centro de Mídias são a mesma!

§  Caso precise colocar um código, coloque o da sua turma:

Ø  3TE: i732c2a

Ø  3TF: fa2ovs3

Ø  3TG: wu3m65v

Ø  3TH: ge4oqog

 

Em caso de dúvidas, segue abaixo alguns vídeos:

 

·         Como encontrar o e-mail institucional (via google) na Secretaria Escolar Digital (SED): https://www.youtube.com/watch?v=wLAgUK51EmI

·         Como acessar o Google Classroom no Centro de Mídias utilizando código da turma: https://www.youtube.com/watch?v=91lB53i--UQ

·         Como acessar o Google Classroom no Centro de Mídias sem código: https://www.youtube.com/watch?v=Nn7JVVKngoE

·         Tutorial para acesso no Google Classroom com e-mail Institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ZQGSFG9LDw4

 

 

Matéria referente as semanas 17/08/20 e 31/08/20

 

RESUMO 1: TALES DE MILETO

 

A passagem do mito ao “logos

            Na história do pensamento ocidental, a filosofia nasceu na Grécia entre os séculos VII e VI a.C., promovendo a passagem do saber mítico (alegórico) ao pensamento racional (logos). Essa passagem ocorreu durante longo processo histórico, sem um rompimento brusco e imediato com as formas de conhecimento utilizadas no passado.

 

Tales de Mileto


Tales de Mileto é considerado o primeiro filósofo. Nasceu na região da Jônia, hoje Turquia, e era apontado como um dos sete sábios da Grécia antiga.

Tales é considerado o primeiro filósofo da História, pois foi o primeiro a dar uma explicação racional ou científica para as coisas ou eventos naturais. Até então, os fenômenos eram explicados através dos mitos.

Tales foi o primeiro a afirmar que há um princípio universal do qual todas as coisas derivam (que os gregos chamavam de “arché”) e que este princípio seria o elemento água:

A terra flutua na água, que é, de certo modo, a origem de todas as coisas” (Fragmento de Tales).

 

RESUMO 2: OS PRÉ-SOCRÁTICOS

 

A filosofia grega antiga corresponde a um longo período que começou por volta do final do século VII a.C. e se estendeu até o século VI d.C.

O termo “pré-socrático” designa os pensadores que vieram antes de Sócrates.

O centro de investigação dos primeiros filósofos (pré-socráticos) era a natureza (“phýsis”), por isso são conhecidos como filósofos físicos ou naturalistas.

Eles se preocupavam com questões cosmológicas, ou seja, tinham como foco de investigação a natureza, o universo, o cosmos, os eventos naturais.

Em vez de explicar a ordem cósmica pela interferência divina, os filósofos buscavam respostas por si mesmos, por meio da Razão. Eles tentavam responder a seguinte indagação: “Qual a origem de todas as coisas? ” Ou, “qual a arché de todas as coisas? ” – A “arché” é um termo em grego que tem como tradução “origem” ou “princípio”. Portanto, buscar pela origem de tudo era o mesmo que buscar pela “arché” de tudo.

Estes filósofos buscavam respostas racionais/científicas para o universo ou eventos naturais, pois até então as pessoas recorriam aos mitos para justificar suas crenças.

Enfim, os pré-socráticos não procuravam no sobrenatural (mitos) explicações para a natureza ou o universo, mas procuravam na própria natureza uma explicação para tudo o que existia. Eles procuravam pela “arché” (origem de todas as coisas) na natureza. A “arché” é compreendida como o elemento constitutivo de todas as coisas.

 

Na sua maior parte, os primeiros filósofos pensaram que os princípios, sob a forma de matéria, foram os únicos princípios de todas as coisas: pois a fonte original de todas as coisas que existem, aquela a partir da qual uma coisa é primeiro originada e na qual por fim é destruída, a substância que persiste, mas se modifica nas suas qualidades, essa, afirmam eles, é o elemento e o primeiro princípio das coisas existentes, e por essa razão consideram que não há geração ou morte absolutas, com base no fato de uma tal natureza ser sempre preservada...pois deve haver alguma substância natural, uma ou mais do que uma, de que provém as outras coisas, enquanto ela é preservada (Os Filósofos Pré-Socráticos, p. 86/87).

 


 

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E.E. TERUKO UEDA YAMAGUTI

3º TERMOS (EJA)

DISCIPLINA: Filosofia – Prof.ª Nathalie

 

Queridos alunos, sejam bem-vindos neste novo ciclo! Segue abaixo algumas informações acerca do estudo da nossa disciplina.

 

·         Sobre a matéria:

A matéria será postada em forma de textos, complementada com links de vídeos do youtube para melhor entendimento do assunto.

Os textos são apenas para LEITURA e estudo individual, não é obrigatório copiar no caderno, mas caso queiram fazer cópia ou resumir fiquem à vontade.

·         Sobre a nota:

Futuramente será postado um questionário para nota. Para responde-lo, vocês vão consultar os textos que foram postados.

·         Sobre nossa comunicação:

Vocês podem fazer perguntas no próprio blog ou me mandar um e-mail: nathybarchi7@gmail.com.

Futuramente vamos tentar também nos comunicar no “Google Sala de Aula” (“Google Classroom”) – aguardem o código da turma.

 

Bons estudos a todos!

Matéria referente as semanas 03/08/20 e 10/08/20

 

RESUMO 1: ORIGENS DA FILOSOFIA – CONSCIÊNCIA MÍTICA

 

Mitologia: conceito; características

            Costumamos dizer que a filosofia é grega, por ter nascido nas colônias gregas no século VI a.C. E antes da filosofia, que tipos de pensamentos ocupavam a mente das pessoas?

            O mito é a forma mais remota de crença, um meio do indivíduo se relacionar com o sobrenatural.

            Segundo alguns autores, como processo de compreensão da realidade, o mito não é lenda, pura fantasia, mas verdade. Quando pensamos em verdade, é comum nos referirmos à coerência lógica, garantida pelo rigor da argumentação e pela apresentação de provas. A verdade do mito, porém, resulta de uma intuição compreensiva da realidade, cujas raízes se fundam na emoção e na afetividade. Nesse sentido, antes de interpretar o mundo de maneira argumentativa, o mito expressa o que desejamos ou tememos, como somos atraídos pelas coisas ou como delas nos afastamos.

            Não se trata, porém, de qualquer intuição. Para melhor circunscrever o conceito de mito, precisamos de outro componente - o mistério-, pois ele sempre é um enigma a ser decifrado e como tal representa nosso espanto diante do mundo.

Segundo a definição de Georges Zacharakis: “[a] palavra mitoprocede do grego mythos, que é uma palavra ligada ao verbo mythevo, que significa ‘crio uma história imaginária’. Mito, então, é uma criação imaginária, que se refere a uma crença, a uma tradição ou a um acontecimento. Mito também é uma história imaginária ou alegórica, falada ou escrita em obra literária que encerra um fundo moral”. “Mitologia” corresponde ao conjunto ou estudo de mitos.

            A tradição mitológica não é exclusividade dos gregos. Povos orientais contam com uma variada gama de narrativas mitológicas (mitologia chinesa, japonesa, coreana), assim como há diversas mitologias provenientes dos povos africanos e indígenas. Também podemos falar em mitologia nórdica, celta, egípcia, etc. No mundo ocidental costuma-se dar ênfase à mitologia greco-romana porque gregos e romanos deram uma contribuição decisiva para o conhecimento e a formação dos valores culturais ocidentais. Isso não diminui a importância das demais tradições mitológicas nem tampouco a influência que elas têm sobre a cultura de outros povos. No Brasil, podemos observar como as tradições africanas e indígenas se fazem presentes. Um ponto, entretanto, é fundamental a todo tipo de mitologia: a criação de um universo sobrenatural que serve de base para explicar a vida terrena e o mundo natural dos seres humanos.

 

RESUMO 2: ORIGENS DA FILOSOFIA – CONSCIÊNCIA MÍTICA (parte 2)

Mito e Religião

            A mitologia está ligada à religião na medida em que também narra as ações dos deuses cultuados pelos gregos antigos. Cada cidade da Grécia tinha seus “deuses preferidos”, aos quais dedicavam seus templos. Havia até mesmo deuses de uma única cidade, desconhecidos em outras. Isso porque as cidades gregas eram autônomas e a cultura grega era ampla e aberta.

            Assim, a mitologia não é uma religião sistemática e institucionalizada, mas uma espécie de religiosidade aberta e mutante.

 

Principais narrativas mitológicas

            No século VIII a.C. as principais narrativas mitológicas foram reunidas em poemas épicos por dois autores: Homero e Hesíodo. As duas principais obras de Homero são a “Ilíada”, poema que narra a história da guerra dos gregos contra Troia, e a “Odisseia”, narrativa sobre o retorno de um dos generais gregos, Odisseu (ou Ulisses), de Troia para a ilha de Ítaca. Hesíodo, um pequeno agricultor, teria vivido por volta de cinquenta anos depois de Homero e escreveu ao menos dois poemas épicos que chegaram até os nossos dias: a “Teogonia”, narrativa sobre a origem dos deuses e do Universo, e “Os trabalhos e os dias”, poema que relata a criação dos seres humanos, bem como seus afazeres cotidianos, como a agricultura e o comércio marítimo.

Mito e Filosofia

            O pensamento filosófico desenvolveu-se em uma forma de conhecimento que se diferencia da mitologia. Se o mito era uma narrativa fictícia, uma história imaginada para explicar o mundo, a filosofiapretendia ser um pensamento não fantasioso, baseado no raciocínio, no exame consciente das coisas, buscando uma explicação racional ou científica, e não sobrenatural.

A filosofia, contudo, não substituiu a mitologia. Ambas continuaram convivendo. Platão, em alguns dos diálogos filosóficos que escreveu, fez uso de narrativas míticas para, com base nelas, elaborar suas explicações racionais. Em outros momentos, a mitologia foi combatida como pura mistificação. Hoje em dia ocorre algo semelhante. Filosofia e mito convivem, às vezes conflituosamente.


6 comentários:

  1. prof. como eu vou fazer pra entregar o trabalho com capa

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    1. Se for digitado, a primeira página do arquivo você coloca seu nome completo, número e ano e o título "Trabalho de Filosofia", existem diversos modelos na internet.
      Caso seja manuscrito, a capa como vocês já conhecem - tira foto de todo trabalho e envia por e-mail.

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  2. Apresente uma breve pesquisa sobre a OMS.


    voce quer dizer sobre a organizacao mundial da saude ou da Sistema de Gerenciamento de Pedidos (Order management system)?

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  3. Não estou conseguindo entrar no Classroom,está pedindo um e-mail!

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    1. Olá Glau! Ele pede o seu e-mail institucional, que é o e-mail da Secretaria Escolar Digital (...@al.educacao.sp.gov.br). Caso tenha dúvidas de como encontrar este e-mail, acesse o link que disponibilizei:https://www.youtube.com/watch?v=wLAgUK51EmI
      Caso continue com dificuldades me mande seu nome completo e série (pode mandar no meu e-mail nathybarchi7@gmail.com) que tento lhe enviar um convite.

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